Destas mãos que falam, saem gritos d'alma, gemidos de dor, às vezes, letras com amor, pedaços da vida, por vezes sofrida, d'um quase iletrado escritor. Saem inquietações, também provocações, com sabor, a laranjas ou limões. Destas mãos que falam, saem letras perdidas, revoltas não contidas, contra opressões, das nossas vidas! (Alberto João)

sábado, 13 de agosto de 2011

A justiça em Portugal é uma merda!


Sequestrou e violou uma mulher durante 3 dias e sai em liberdade?




«Há quem diga que a justiça neste país bateu no fundo, mas quer-me parecer que não há fundo para a nossa justiça. E a existir os juízes rapidamente tratariam de o escavar mais um bocadinho de forma a possibilitar aos cidadãos continuarem a descer o nível de consideração que têm pela classe e por muitas decisões tomadas nos tribunais que a desonram e cobrem de vergonha. Justiça made in Portugal.

Vou relembrar a notícia saída aqui no expresso, e que reli, imagine-se, no site da ASJP - associação sindical dos juízes portugueses:

"Uma turista italiana, de 25 anos, foi sequestrada em Lisboa e repetidamente agredida e violada durante três dias, numa pensão do centro da capital. Na passada sexta-feira a recém-licenciada chegou a Lisboa, após uma viagem pela Europa. Junto à estação de metro de Arroios, um homem, de 42 anos, perguntou-lhe se precisava de ajuda e ofereceu-se para lhe indicar o caminho para o hotel, mas acabou por leva-la para pensão onde estava hospedado. O rapto durou até domingo, dia em que a jovem conseguiu fugir ao terror, avança o "Correio da Manhã".

As perícias levadas a cabo pela Polícia Judiciária e Instituto de Medicina Legal não deixam dúvidas sobre a violação e repetidas agressões que deixaram a jovem com o corpo todo marcado. O homem foi presente ao tribunal, mas o juiz deixou-o sair em liberdade, ficando apenas obrigado a apresentar-se quinzenalmente na esquadra (coitado, o dinheirão que o homem vai gastar em viagens...). A jovem turista está a receber acompanhamento psicológico e apoio da embaixada italiana em Portugal." (até admira não a terem deixado em prisão preventiva, por eventual perigo de fuga para Itália)

O nojo e estupefacção perante a notícia não me permitem fazer qualquer reparo sob pena de perder a minha liberdade e não me ser aplicada igual e benevolente pena. Deixo apenas uma pergunta, simples e directa: se no lugar da desafortunada italiana tivesse sido a filha ou a esposa do meritíssimo juiz que tomou esta brilhante e inusitada decisão a vítima de tamanha desumanidade cometida por um animalzinho doente durante três longos e tortuosos dias, e visse vexa um seu colega sentado num tribunal tomar a mesma decisão, o que sentiria?

O que lhe passaria pela cabeça se no dia seguinte à audiência, enquanto bebericava o seu galão quentinho, visse entrar na pastelaria do bairro o indivíduo que três dias antes tinha levado a sua filha, prima, mulher, amiga ou colega para uma pensão ranhosa e a tivesse forçado a fazer coisas indescritíveis sob ameaças e agressões permanentes? Sentir-se-ia bem? Continuaria impávido e sereno a beber o leitinho com café, sem pestanejar?

Se sim já cá não está quem falou. Se não sugiro-lhe que bata com a cabeça numa parede porque merece (acredite).Desculpem o termo, mas não há outro que melhor defina a justiça em Portugal: é uma merda!»


in Expresso online, 12-8-2011

Isto aconteceu no ano em que o então comandante-geral da GNR aumentou o seu próprio ordenado em 1137 euros mensais


«A GNR ficou a dever 5,5 milhões de euros à Caixa Geral de Aposentações em 2010, num ano em que 93% do orçamento se destinou a despesas com pessoal, segundo o relatório de actividades.

O documento, disponível na página da Internet daquela força de segurança, refere que "ficaram por liquidar, entre outras, fundamentalmente despesas com a CGA no valor de 5.598.570,05 euros, pois não foram atribuídos os meios financeiros solicitados".

O relatório de actividades de 2010 da Guarda Nacional República adianta também que a despesa com os encargos de saúde dos militares e civis teve uma redução de 54,9 por cento relativamente ao ano de 2009, "não tendo sido considerada a dívida ao Serviço Nacional de Saúde de 2010, por ter sido transferida para o Ministério da Saúde e porque não foi atribuída a dotação financeira para a liquidação dos encargos assumidos".

Desta forma, a despesa transitada para este ano sofreu um aumento de cerca de 19 milhões de euros em relação a 2010.

"A execução orçamental em 2010 foi pautada pelas limitações dos meios financeiros disponíveis para fazer face às necessidades resultantes da missão que a Guarda levou a cabo, quer do foro interno, quer ao nível externo", lê-se no relatório.

No ano passado, a despesa total fixou-se nos 889,9 milhões de euros, representando um acréscimo de 2,4 por cento face a 2009. O documento refere que ao longo do ano foram implementadas algumas alterações remuneratórias, tipificadas no novo regime que entrou em vigor a 1 de Janeiro de 2010, mas o diploma "não foi cumprido, uma vez que tais recursos financeiros não foram atribuídos, apesar de solicitados".

Na sexta-feira, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou que irá congelar a partir de Setembro as progressões previstas no regime remuneratório para o Ministério da Administração Interna.

Segundo o relatório, as despesas com pessoal representaram um peso no orçamento da GNR de 93,39 por cento no ano passado, o que "condicionou toda a actividade de funcionamento" e "restringiu o investimento".

Na cooperação económica e externa, onde se inclui as missões internacionais, a GNR teve uma despesa total de cerca de quatro milhões de euros.

A participação da GNR em duas missões (uma força destacada em Timor-Leste e outra na Bósnia-Herzegovina, que terminou no ano passado) exigiu "um grande esforço humano, a par de um esforço financeiro e material assinalável, que por força das limitações orçamentais obrigou ao desvio de fundos destinados ao orçamento de funcionamento", adianta o documento.

Sublinha que "apesar das inerentes necessidades financeiras, próprias de missões desta natureza, não foi contemplado no 'plafond' inicial qualquer verba".

Nesse sentido, a GNR solicitou ao longo do ano passado três pedidos de reforço de financiamento para as missões externas, mas só um mereceu despacho superior favorável, no valor de quatro milhões de euros.
Em 2010, a Guarda pediu ainda mais cinco vezes aos ministérios da Administração Interna e das Finanças reforços orçamentais, tendo conseguido obter 49,16 milhões de euros.

Contactada pela Lusa, fonte do ministério da Administração Interna afirmou que o objectivo do ministro Miguel Macedo é cortar nas "gorduras" para libertar meios para as áreas operacionais, nomeadamente as viaturas. Quanto às dívidas da GNR, a mesma fonte lembrou que o orçamento rectificativo apresentado pelo Governo pretende "repor pagamentos".»



Texto in JN online, 13-8-2011
Título do post de Zorate


Notas do Zorate:
Curiosamente, ou não, em 2010, o então comandante-geral da GNR, Luís Nelson Santos,  aumentou o seu próprio ordenado em 1137 euros mensais, cerca de dois meses antes de abandonar o cargo.  O despacho oficial, subscrito pelo próprio comandante-geral, permitiu ainda que lhe fossem pagos retroactivos a Janeiro de 2010, não só em relação ao vencimento-base como também nos suplementos.



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Hitler, Estaline, Saddam e Bin Laden, entre outros, também ficaram


"Este Governo vai ficar na História."




Pedro Mota Soares em entrevista à revista Visão, 11-8-2011
Imagem (Mota Soares de Vespa a caminho do Palácio de Belém para tomar posse como ministro da Solidariedade e Segurança Social) in Google

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"Horta do Zorate" é o blogue pessoal de Alberto João (Catujaleno), cidadão do mundo em autoconstrução desde 1958.