"Não chegam as palmas a Carlos Paião (1957 -1988), não chegam as mensagens nem as homenagens....não chegam, para dizer, para afirmar, o quanto foi importante haver um Carlos Paião.
Nasceu há 66 anos. O quanto Portugal ganhou para aprender a fazer ´Play-Back´ e passar do não falar, para as conversas inacapadas de um povo que nunca se esquece de alguém que marcou a história da música no nosso País.
Falar no presente, porque Carlos Paião será sempre presente. Com um passado que ´pintou´ e ´desenhou´ muito da música em Portugal.
Sem Carlos Paião, Portugal seria um país mais pobre.
Não dá para imaginar o que o Carlos teria feito na música portuguesa nestes últimos 35 anos.
O Carlos pertence a cada canto de Portugal, mas faz parte da história de Ílhavo, onde viveu até aos 7 anos e da história da Freguesia de S. Domingos de Rana, em Cascais, onde viveu 23 anos, onde estudou, onde brincou, onde fez amigos, onde brilhou com o curso de medicina que não viria a exercer, porque a música, a música era a grande paixão.
E ao fim destes anos todos, ´viajamos´ por estas canções que só conseguem mesmo ter a pontuação máxima.
Abençoados pais, pela educação que lhe deram, por terem feito dele o homem que é, o homem que continua a ser, porque....os génios nunca chegam a partir. Eles ficam para além da história, e conseguem ultrapassá-la.
Abençoado Mário Martins, o produtor que, com uma cassete na mão, a levou a casa de Amália e lançou o nosso geniozinho.
E hoje, passados todos estes anos, as crianças sabem de cor as músicas inesquecíveis e brincam connosco quando lhes perguntamos: “Sabes cantar o Vinho do Porto” ? “Sei melhor que tu !”....São respostas que se continuam a ouvir.
Em que tempo está Carlos Paião? Em todos os tempos e com todos aqueles que hoje e sempre o abraçam e gritam pela sua voz.
Sei onde estás, por isso te digo: Obrigado. Obrigado por teres sido tanto em tão pouco, e continuares a compor as tuas melodias aí no Céu.
Nós cá, continuamos a cantá-las e a fazer eco da tua voz, dessa voz inconfundível que atravessa gerações."
(Texto e fotos in Jornal Cascais Algés)



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