Destas mãos que falam, saem gritos d'alma, gemidos de dor, às vezes, letras com amor, pedaços da vida, por vezes sofrida, d'um quase iletrado escritor. Saem inquietações, também provocações, com sabor, a laranjas ou limões. Destas mãos que falam, saem letras perdidas, revoltas não contidas, contra opressões, das nossas vidas! (Alberto João)

terça-feira, 14 de maio de 2024

A Mentira e a Verdade



 

A Mentira disse à Verdade:
Vamos tomar banho juntas, a água do poço é muito boa.
A Verdade, ainda desconfiada, testou a água e descobriu que estava muito boa.
Então elas despiram-se e tomaram banho.
De repente, a Mentira saiu da água e fugiu, vestindo as roupas da Verdade.
A Verdade, furiosa, saiu do poço para recuperar as suas roupas.
Mas o Mundo, ao ver a Verdade nua, desviou o olhar, com raiva e desprezo.
A pobre Verdade voltou ao poço e desapareceu para sempre, escondendo a sua vergonha.
Desde então, a Mentira corre pelo mundo, vestida de Verdade e a sociedade fica muito feliz...
Porque o mundo não quer conhecer a Verdade nua.
(autor desconhecido)
(Pintura: A verdade que sai do poço, Jean-Léon Gérome, 1896)

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"Horta do Zorate" é o blogue pessoal de Alberto João (Catujaleno), cidadão do mundo em autoconstrução desde 1958.