Luís Vaz de Camões nasceu, oficialmente, em 1524, na cidade de Lisboa, mas alguns estudiosos afirmam que pode ter sido em 1525.
A vida do poeta é repleta de especulações e lendas.
O escritor lutou, como soldado, em Ceuta, no território do Marrocos.
Nesse período, perdeu o olho direito numa batalha.
De volta a Portugal, em 1552, foi preso devido a um desentendimento com um funcionário da Corte.
Um ano depois, recebeu o perdão do rei.
Partiu, então, para Goa, Índia, em 1553.
Alguns estudiosos afirmam que ele começou a escrever Os Lusíadas nessa época.
Em Macau, trabalhou como provedor-mor de defuntos e ausentes.
Quando voltava para Goa, sofreu um naufrágio e quase perdeu os originais de sua obra-prima.
O que se conta é que nadou com um braço enquanto o outro permanecia erguido e segurava o manuscrito.
Nessa ocasião, a sua amante chinesa Dinamene acabou morrendo.
À sua memória, o poeta dedicou vários versos.
Em 1568, estava vivendo, em Moçambique, em péssimas condições financeiras.
Um ou dois anos depois, decidiu voltar a Portugal, com ajuda de amigos, que pagaram as suas dívidas e compraram a passagem.
Desse modo, em 1572, publicou Os Lusíadas, dedicado ao rei D. Sebastião (1554-1578), que concedeu ao autor uma pensão durante três anos.
Camões vivia numa época em que a racionalidade era extremamente valorizada, em oposição à fé religiosa, que marcara o período histórico anterior, ou seja, a Idade Média.
Portanto, apontar o desconcerto (o desequilíbrio) da realidade era uma forma de tirar dela o véu das ilusões.
Assim, a constatação de que tudo na vida é transitório eliminava a importância das coisas mundanas.
Ainda nesse sentido, somente o pensamento filosófico e a arte podiam atingir o equilíbrio, a harmonia perfeita.
A razão e a expressão artística estavam, dessa forma, em posição de superioridade se comparadas aos afazeres diários e às regras sociais.
Por isso, o amor carnal mostrava-se inferior ao amor ideal, filosófico e não sexualizado.
O classicismo é uma escola literária que teve seu auge, na Europa, no século XVI, como reflexo do renascimento.
Portanto, as obras de Luís Vaz de Camões apresentam características dessa escola, tais como:
• Racionalismo
• Antropocentrismo
• Neoplatonismo
• Semipaganismo
• Influência greco-latina
• Simplicidade
• Harmonia
• Amor idealizado
• Mulher idealizada
• Rigor formal
• Bucolismo
No fim da vida, o poeta estava doente e pobre.
Morreu em 10 de junho de 1580, sem deixar dinheiro para pagar o próprio enterro.
No mais, as obras do autor acabaram servindo aos estudiosos como fonte de informação acerca de sua biografia.
Eles buscavam, assim, trazer luz à vida do lendário Camões.
Obras de Luís Vaz de Camões:
Capa do livro “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões, publicado pela editora BestBolso.
• Os Lusíadas (1572) — epopeia
• Anfitriões (1587) — teatro
• Filodemo (1587) — teatro
• Rimas (1595) — poesia lírica
• El rei Seleuco (1645) — teatro.


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