Destas mãos que falam, saem gritos d'alma, gemidos de dor, às vezes, letras com amor, pedaços da vida, por vezes sofrida, d'um quase iletrado escritor. Saem inquietações, também provocações, com sabor, a laranjas ou limões. Destas mãos que falam, saem letras perdidas, revoltas não contidas, contra opressões, das nossas vidas! (Alberto João)

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

"Ontem foi o casamento da mulher da minha vida..."



 

Ontem foi o casamento da mulher da minha vida, e eu não era o noivo que a esperava no altar.
Ontem foi o dia mais feliz da mulher que eu mais amei e eu não pude comemorar ao lado dela.
Ontem a mulher da minha vida ganhou um sobrenome, e não foi o meu!
Ontem eu ganhei uma nova dor, e tinha o nome dela.
Ontem pensei em fazer uma loucura, correr até à cerimónia e pedir ao padre que parasse aquele casamento, pois eu não podia perdê-la!
Mas eu já a tinha perdido.
Antes mesmo de ontem, eu a perdi debaixo do mesmo teto, debaixo do meu nariz, debaixo dos meus erros...
A gente acha que vai encontrar alguém igual em cada esquina, mas depois de tantas esquinas a gente percebe que há muitas bijuterias amorosas, e quando você se dá conta de que tudo é falso, é tarde.
Você já perdeu o verdadeiro...
Triste é que para cada um que perde um diamante, tem outro que vai lá e encontra!
Ontem foi o dia mais feliz da vida de um homem, e esse homem não era eu.

(autor desconhecido)



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"Horta do Zorate" é o blogue pessoal de Alberto João (Catujaleno), cidadão do mundo em autoconstrução desde 1958.