Destas mãos que falam, saem gritos d'alma, gemidos de dor, às vezes, letras com amor, pedaços da vida, por vezes sofrida, d'um iletrado escritor. Saem inquietações, também provocações, com sabor, a laranjas ou limões. Destas mãos que falam, saem letras perdidas, revoltas não contidas, contra opressões, das nossas vidas! (AJoão)

sábado, 31 de janeiro de 2009

Machadada no Apito Final...


"O Tribunal Constitucional decidiu não reapreciar o acórdão do Supremo Tribunal Administrativo que considera inválidas as escutas telefónicas em processos disciplinares desportivos. Mais uma machadada no Apito Final...

A posição do Tribunal Constitucional surge no âmbito de um recurso apresentado pelo Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol para se pronunciar sobre a admissibilidade, ou não, de escutas telefónicas em processo disciplinar. Este novo dado volta a colocar em causa a argumentação quer do CJ quer da Comissão Disciplinar (CD) da Liga, que entenderam validar as escutas telefónicas no processo Apito Final. Esse ponto contribuiu para a elaboração de punições que concluíram um processo disciplinar ao presidente Pinto da Costa, a subtracção de seis pontos ao F. C. Porto, na classificação da época passada, a descida de divisão ao Boavista e a suspensão do presidente do União de Leiria, João Bartolomeu.

Em Novembro, o F. C. Porto e o Boavista apresentam recursos de revisão na CD, aproveitando, precisamente, o referido acórdão para reabrir o processo Apito Final. No entanto, a Liga não deu provimento a essa solicitação, considerando que não havia factos novos que justificassem uma reapreciação dos casos. O F. C. Porto contestou essa decisão, em comunicado, qualificando essa atitude como "lamentável" e que funcionou como "um veto de gaveta". E mesmo "um esforço patético de evitar o acesso ao direito e à justiça a que todos têm direito".

Face a esta abordagem do TC, o F. C. Porto está na expectativa do que possa vir a acontecer. Por seu turno, o Boavista pretende ser ressarcido desportivamente e financeiramente pela descida à Liga de Honra e irá reforçar o pedido de revisão à luz desta deliberação, que constitui um dado novo ao processo. "Vamos entrar com um requerimento na Comissão Disciplinar. Queremos ser ressarcidos do ponto de vista financeiro e desportivo. A justiça desportiva seria o Boavista estar na Liga", explica Adelina Trindade Guedes, administradora da SAD axadrezada e responsável pelo pelouro jurídico.

A não admissão das escutas em processo disciplinar desportivo também vai ao encontro de pareceres dos penalistas Costa Andrade e Germano Marques da Silva, que consideraram que nem a Lei nem a Constituição da República Portuguesa permitem que as escutas telefónicas sejam usadas neste âmbito. Estes pareceres, curiosamente, foram enviados ao Conselho de Justiça, acompanhando o recurso de Pinto da Costa, mas não foram considerados na apreciação e na decisão do caso.

O acórdão do Supremo Tribunal Administrativo (STA) deveu-se a um recurso de João Bartolomeu, presidente do União de Leiria, que pedia, expressamente, que as escutas fossem retiradas. O CJ não não deu seguimento, porém, à decisão do STA e manteve-as no processo. De seguida, apresentou o recurso ao TC, cuja decisão foi ontem conhecida. Agora, cresce a expectativa se o CJ irá, ou não, ignorar este novo dado e que poderá, eventualmente, fazer jurisprudência em relação aos processos do Apito Final. O CJ pode, no entanto, utilizar um derradeiro expediente jurídico, que consiste num pedido de recomendação à Conferência de Juízes do Tribunal Constitucional.

Fonte da Liga considera que este novo elemento não vai interferir na decisão, pois o CJ já decidiu sobre os processos do Apito Final. Elemento ligado ao União de Leiria, entende que a "procissão ainda vai no adro", pois só quando os tribunais civis se pronunciarem é que tudo será resolvido."
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in JN online, 31-01-2009

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Com a mentira não se vence...


"Não é assim que me vencem."

Frase repetida três vezes por José Sócrates numa comunicação feita ontem ao fim da tarde onde reafirmou a sua inocência no caso Freeport e garantiu que não sente diminuída a sua "autoridade e capacidade de liderar o Governo". Jornal de Negócios, 30/01/2009, reproduzido pelo Expresso online.

Nota:
Não sinto por José Sócrates (que conheço pessoalmente) uma simpatia especial. Quem quiser perder algum tempo a pesquisar este modesto blog, a essa conclusão chegará. Porém, compreendo como ninguém o que diz Sócrates. Ao longo dos meus 50 anos de vida, quem me atacou, utilizando a mentira (dentro do PS alguns mo fizeram), fez de mim um lutador invencível e acabou "pisado aos meus pés". Quem o fez com a verdade (e muitos foram), fez de mim um ser humano melhor, mais humilde, mais justo, e acabou "glorificado" por mim.

A. João

Foi (soberbamente) dito por Bruno Proença...

"Para os empresários, neste momento, José Sócrates tem toda a legitimidade e condições para continuar a governar. O pior para o país seria a ingovernabilidade crónica. Portanto, é melhor acabar com o circo. Investigar o que há para investigar. Noticiar o que há para noticiar. E trabalhar para ultrapassar a crise económica e social."

Bruno Proença, "Diário Económico", 30-01-2009, reproduzido pelo Público online.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Foi dito por Diogo Freitas do Amaral...



"Em apenas quatro dias, Obama pôs fim a oito anos de absolutismo, em que Bush se sentiu como Luís XIV".

Diogo Freitas do Amaral, "Visão", 29-01-2009, reproduzido pelo Público online.

PGR: Carta rogatória inglesa não contém factos "juridicamente relevantes"...


"A Procuradoria-geral da República (PGR) esclareceu hoje que a carta rogatória inglesa recebida a 19 de Janeiro "não contém nenhum facto juridicamente relevante" para a investigação do caso Freeport, reiterando que não há arguidos ou suspeitos no processo.

"A carta rogatória inglesa não contém nenhum facto juridicamente relevante que acresça aos factos conhecidos e investigados pelas autoridades portuguesas, nem contém nenhum elemento probatório considerado válido e que justifique uma alteração da posição tomada nos comunicados anteriores", esclarece a Procuradoria-geral da República num nota enviada à Lusa.

Face ao "alarme social" que o caso tem suscitado, a PGR refere que "os alegados factos que a Polícia inglesa utiliza para colocar sob investigação cidadãos portugueses são aqueles que lhe foram transmitidos em 2005 com base numa denúncia anónima, numa fase embrionária da investigação, contendo hipóteses que até hoje não foi possível confirmar, pelo que não há suspeitas fundadas".

"Ninguém está acima da lei, mas nenhum cidadão português pode ser considerado arguido, nem sequer suspeito, unicamente porque a polícia de outro país o coloca sob investigação com base em hipóteses levantadas e não confirmadas e que servem somente para justificar um pedido de colaboração", acrescenta a PGR.

Na mesma nota, a PGR esclarece que, no âmbito da investigação deste caso, estão "neste momento a ser efectuadas perícias pelo Departamento competente da Polícia Judiciária sobre diversos fluxos bancários", além de outras "diligências várias", consideradas "prioritárias".

A PGR acrescenta que a carta rogatória enviada pelas autoridades inglesas será cumprida, sublinhado que "não foram recolhidos até este momento indícios que permitam levar à constituição de arguido de quem quer que seja".

As autoridades britânicas pediram a Portugal diligências para apurar se José Sócrates "facilitou, pediu ou recebeu" dinheiro para licenciar o Freeport, segundo uma carta rogatória das autoridades britânicas, noticiaram vários órgãos de comunicação social.

O processo relativo ao espaço comercial do Freeport de Alcochete está relacionado com suspeitas de corrupção na alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (ZPET) decidida três dias antes das eleições legislativas de 2002 através de um decreto-lei, quando José Sócrates, actual primeiro-ministro, era ministro do Ambiente."
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in Expresso online, 29-01-2009

Sócrates suspeito...


"É o tema de capa da edição de amanhã (hoje) da "Visão": as autoridades inglesas enviaram para Portugal uma carta rogatória onde o nome de José Sócrates consta como suspeito de ter "solicitado, recebido ou facilitado" pagamentos no âmbito do processo de licenciamento do Freeport de Alcochete.

De acordo com a revista, a carta foi enviada pela agência governamental Serious Fraud Office que investiga crimes económicos complexos. A "Visão" cita ainda fontes judiciais portuguesas, que garantem não haver nada na carta que implique José Sócrates.

Ainda segundo a revista semanal, as autoridades portuguesas foram confrontadas com um único indício contra Sócrates: o DVD onde Charles Smith, intermediário no negócio, diz a um administrador da Freeport que pagou 'luvas' ao então ministro do Ambiente. A gravação não serve de prova em Portugal.

O Departamento Central Investigação e Acção Penal continua a declarar que não há "indícios jurídicos relevantes" que impliquem qualquer governante português.

A revista "Sábado" também aborda o tema Freeport, adiantando que as autoridades inglesas querem ver as contas bancárias do primeiro-ministro, o que implica a quebra do sigilo bancário.
O pedido constará da carta rogatória enviada às autoridades portuguesas.
De acordo com a mesma publicação, as autoridades portuguesas estão a investigar um email que terá sido enviado pela empresa Smith & Pedro (intermediária no processo de licenciamento do centro comercial) para um "alegado domínio pessoal de Sócrates".

Ainda segundo a "Sábado", as autoridades portuguesas estão mais interessadas nas contas bancárias das empresas de Júlio e Hugo Monteiro, tio e primo do primeiro-ministro, respectivamente. Isto porque suspeitam que dupla terá "recebido cerca de dois milhões de euros dos representantes do Freeport em Portugal".

Entretanto, a Procuradoria-Geral da República já fez saber que vai emitir amanhã um comunicado com esclarecimentos sobre este assunto."
in Expresso online, 28-01-2009

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Cavalos e Fado: Duas grandes paixões...





in: http://sol.sapo.pt/blogs/camionista/default.aspx

Cavaco: "Para uma Justiça melhor, é necessário legislar melhor"...


Quem foi que promulgou, sem qualquer reparo, a famigerada alteração do Código do Processo Penal, feita à medida (dos poderosos) do caso Casa Pia?

O "pai da criança" foi o meu ilustre amigo Rui Pereira, actual MAI.

E um dos padrinhos, quem foi?

Foi dito por Armando Esteves Pereira...

"As falhas reveladas pela supervisão [do Banco de Portugal] não permitem saber com certeza se agora todos os bancos estão a reflectir nas contas toda a verdade."

Armando Esteves Pereira, "Correio da Manhã", 28-1-2009, reproduzido pelo Público online.

Scorpions (Still Loving You)...

Ouvido selectivo...


Muitas vezes ouve-se dizer que as mulheres falam demais, o que não deixa de ser verdade.

Mas não há problema, porque o ouvido masculino é selectivo e é das coisas mais maravilhosas que jamais a natureza concebeu.

Quando a mulher diz:
"Esta casa está numa desordem, Amor!
Tu e eu precisamos de limpar isto.
As tuas coisas estão espalhadas no chão.
Ainda ficas sem roupas para usar se
Não as lavares agora!"


O homem só ouve:
bla, bla, bla, bla, Amor
Tu e eu, bla, bla, bla, bla
bla, bla, bla, bla, no chão
bla, bla, bla, bla, sem roupas bla, bla, bla, bla,
bla, bla, bla, bla, agora!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A eventual desonestidade intelectual do sr. bastonário da Ordem dos Advogados...

Neste espaço, em várias ocasiões, elogiei a determinação e coragem do dr. Marinho Pinto, ilustre bastonário da Ordem dos Advogados, no combate a situações pouco claras, e até irregulares, na sociedade portuguesa.

Por isso, sinto alguma legitimidade para fazer o seguinte reparo:

O senhor bastonário, em diversas ocasiões, insurgiu-se contra a corrupção generalizada em Portugal.

Hoje, leio com espanto esta sua declaração: "Estes eram os métodos utilizados pela PIDE-DGS antes do 25 de Abril." (Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados, sobre as buscas efectuadas ao escritório de advogados Vieira de Almeida e Associados no âmbito do caso Freeport. Jornal de Negócios, 27/01/2009, reproduzido pelo Expresso online.).

Ora, é sabido que as buscas a que se refere o senhor bastonário, executadas por Órgão de Policia Criminal, neste caso a PJ, foram autorizadas por um juiz com competência para o fazer.

Por outro lado, todos sabemos que a PIDE fazia buscas e prendia pessoas sem qualquer mandado.

Concluo, assim, que Marinho Pinto é contra a corrupção existente, mas discorda que se faça algo para a combater.

Acabei de ouvir/ver na SIC Notícias, o conceituado fiscalista José Luís Saldanha Sanches dizer algo com o qual estou completamente de acordo: "o senhor bastonário não pode ser contra a corrupção, à segunda-feira, e criticar os agentes que a combatem, à terça-feira."

Na minha modesta opinião, António Marinho Pinto, atira em todas as direcções e em tudo aquilo que mexe.

Estaremos, assim, perante alguém intelectualmente desonesto?

A. João

Mulher norte-americana deu à luz oito bebés vivos...


Uma mulher deu à luz oito bebés, na Califórnia, encontrando-se todos em estado "estável", segundo a equipa médica responsável pelo parto que constitui o segundo caso de óctuplos nados vivos na história da medicina norte-americana.

Os seis rapazes e duas meninas, cuja mãe quer permanecer anónima, nasceram nove semanas antes de tempo, de cesariana, num hospital de Bellflower, a 30 quilómetros a sudeste do centro de Los Angeles, num parto que mobilizou 46 profissionais e quatro salas.

"Hoje (segunda-feira), vivemos um dia sem precedentes e pleno de excitação (...) quando a nossa equipa de 46 médicos, enfermeiras e terapeutas pôs no mundo oito bebés, todos nados vivos e muito vigorosos", afirmou Karen Maples, ginecologista-obstetra do hospital.

Maples adiantou que os bebés são prematuros e que pesam entre 820 gramas e 1,54 quilogramas.

Apenas setes dos bebés tinham sido detectados através de ecografia, tendo o oitavo sido um "choque", segundo a médica, que referiu que a cesariana durou apenas cinco minutos.

De acordo com o médico Mandhir Gupta, chefe da unidade de neonatologia do hospital, "todos os bebés (...) estão actualmente na unidade de cuidados intensivos, e encontram-se em estado estável".

O grupo proprietário do hospital emitiu um comunicado no qual garante que se trata do segundo caso de nascimento de óctuplos vivos nos anais da medicina dos Estados Unidos. Se todos sobreviverem será um caso sem precedentes.

O primeiro nascimento de óctuplos, nos Estados Unidos (seis meninas e dois rapazes), registou-se em Houston, Texas, em 1998. Uma das meninas morreu uma semana após o nascimento. Os sete restantes estão ainda hoje vivos.
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in JN online, 27-01-2009

Açores: Pescador mordido por um tubarão...


Um espanhol de 49 anos foi esta terça-feira transportado pela Força Aérea Portuguesa (FAP), de um navio pesqueiro para o hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, com lesões devido a mordedura de um tubarão.

A informação foi avançada pelo comando da Base Aérea 4 das Lajes, que adiantou ter recolhido o paciente do navio hospital "Juan de La Costa", que presta auxílio médico no Atlântico Norte a embarcações pesqueiras da Comunidade Europeia.

De acordo com a nota do comando das Lajes, o homem, que é tripulante da embarcação pesqueira espanhola Nuevo Cedes, "foi ferido no antebraço esquerdo".

O departamento de Comunicação do Hospital de Ponta Delgada disse à Agência Lusa que "o homem se encontra fora de perigo, que o ferimento não é grave, sem lesões vasculares, sem hemorragias activas e com a circulação sanguínea normal".

O homem foi resgatado pelo guincho do helicóptero Puma a 205 quilómetros da ilha do Faial e transportado posteriormente numa aeronave Aviocar para o aeroporto João Paulo II em Ponta Delgada.

Três ataques de tubarão em 24 horas na Austrália

Durante 24 horas os mares da Austrália registaram três ataques de tubarão. No passado dia 12, três pessoas ficaram feridas e algumas praias tiveram mesmo que fechar.

Especialistas explicam que estes três ataques, em tão pouco tempo, não são mais do que meras coincidências. Os mesmos desvalorizam a possibilidade de estes ataques tornarem-se mais frequentes.

Jonathon Beard, de 31 anos, estava a fazer surf em Fingal Head e foi atacado, conseguindo nadar até à costa.

Algumas horas depois, perto da Tasmânia, uma rapariga de 13 anos foi salva pelo primo.

A terceira vítima sentiu algo a morder a perna enquanto praticava mergulho. Quando se deparou com o tubarão socou-o conseguindo afastá-lo.
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in JN online, última hora, 27-01-2009

Marinho Pinto sem papas na língua...


"Estes eram os métodos utilizados pela PIDE-DGS antes do 25 de Abril."

Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados, sobre as buscas efectuadas ao escritório de advogados Vieira de Almeida e Associados no âmbito do caso Freeport. Jornal de Negócios, 27/01/2009, reproduzido pelo Expresso online.

Rui Pedro: Processo arquivado em breve...


Desaparecido.
Rui Pedro, que deixou de ser visto em Lousada a 4 de Março de 1998, faz quarta-feira 22 anos. O DN sabe que existe na PJ a convicção de que o jovem está morto, tese que consideram mais provável do que rapto para rede de pedofilia. O advogado Ricardo Sá Fernandes diz não haver provas da morte. Caso será arquivado se não surgirem novos elementos nas diligências em curso, as últimas.
Morte do rapaz é a hipótese mais forte, mas faltam as provas.
Estão em curso as últimas diligências relativas à investigação do desaparecimento de Rui Pedro em Lousada faz em Março 11 anos - a idade que tinha à data -, acções de que deverá resultar o encerramento do processo dentro de meses. O DN sabe que os investigadores da Polícia Judiciária (PJ) têm a convicção de que o jovem está morto, apesar de não haver provas nem certezas sobre como tudo aconteceu. Segundo apurou o DN junto de fontes próximas do processo, a hipótese da morte é, neste momento, a mais forte (tornando mais remota a do rapto para redes de pedofilia), admitindo-se que a investigação fique concluída em breve e o caso seja encerrado. Novos elementos estão, no entanto, ainda a ser procurados, numa derradeira tentativa antes do arquivamento do processo.
O processo, avocado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal, mantém-se em investigação e há uma carta rogatória no estrangeiro que ainda não obteve resposta, mas a expectativa é que o caso seja encerrado nos próximos meses. Contactada pelo DN, a PJ não confirma a versão de homicídio: "Só poderíamos afirmar isso se houvesse um cadáver, uma das hipóteses é não estar vivo, mas há outras possíveis", disse fonte policial.
Filomena Teixeira e Manuel Mendonça, pais de Rui Pedro - que na quarta-feira completa 22 anos - não acreditam na tese da morte à data do desaparecimento, mas estão convictos de que a PJ "está a fazer alguma coisa". Ricardo Sá Fernandes, advogado da família, confirmou ao DN que decorrem actualmente diligências pela PJ do Porto. "O processo não está encerrado, estão a ser finalizadas diligências que podem trazer novos dados. É uma última tentativa para se descobrir o que aconteceu", disse, sem querer alongar-se sobre as iniciativas em curso.
"Decorre a investigação e ainda temos esperança que haja resultados", afirmou o advogado. Questionado sobre as linhas de investigação e a hipótese de a morte ser a mais forte é peremptório: "Não se pode dizer isso. Não há nenhum elemento que aponte que ele morreu. Não há mesmo nenhuma prova. Mas é uma hipótese que temos de admitir na medida em que o Rui Pedro desapareceu. Não se pode negar que, desde o início, é uma possibilidade. Mas não podemos ir por convicções, são necessárias provas." O advogado diz que o processo ficará encerrado nos próximos meses e reconhece que "pode ficar a aguardar melhor prova", isto é ser arquivado até surgirem novos elementos que justifiquem a sua reabertura. Até hoje, e desde 1999, o único arguido do processo é Afonso Dias, o adulto com quem Rui Pedro pediu à mãe para ir passear no dia do desaparecimento (4 de Março de 1998), o que esta recusou por ele ser muito mais velho. Filomena continua a acreditar que o indivíduo, na altura com 22 anos, não contou tudo o que sabe.
Afonso foi dado como suspeito, mas sempre clamou inocência. No final de 2007 reiterou essa versão e garantiu não ter recebido qualquer intimação para depor no âmbito do processo em curso há onze anos. Nessa data, Afonso era já camionista de longo curso, casado e pai de um filho.
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in DN online, 26-01-2009

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Foi dito pelo director do Diário Económico...

"Pelos dados e factos até agora divulgados, o Freeport é, pelo menos para já, um caso político sobre o futuro do primeiro-ministro, José Sócrates, e não sobre o passado do então ministro do Ambiente, José Sócrates."

António Costa, "Diário Económico", 26-01-2009, reproduzido pelo Público online.

Foi dito por Júlio Monteiro, tio de José Sócrates...

"Espero que o meu sobrinho, não esteja zangado comigo."

Júlio Monteiro, tio de José Sócrates, a propósito das suspeitas em torno do seu envolvimento no caso Freeport. Diário de Notícias, 26/01/2009. Reproduzido pelo Expresso online.

A história dramática (que até hoje desconhecia) da minha querida amiga Elsa Torres...



Casei com um muçulmano

Durante dez anos, Elsa Torres foi proibida pelo marido de sair de casa, de conduzir ou de estender a roupa, porque poderia ser vista por outros homens. Desde que se mudou para a Argélia, onde casou com um muçulmano, a sua vida transformou-se num pesadelo. Fugiu e hoje recorda a sua história, mas não dá razão a D. Policarpo quando este diz que é um perigo casar com um muçulmano. Faria tudo outra vez...

Quanto é que quer pela sua filha?', perguntou Mustafa, com o à-vontade de quem convida alguém para tomar uma chávena de chá. Já tinham passado dois meses desde que o argelino tinha conhecido Elsa, no hall de um hotel, em Lisboa, e não tinha a mínima dúvida de que era ela a mulher com quem queria casar. Por isso, avançou com as formalidades.

A pergunta apanhou o pai de Elsa desprevenido. Sabia que o argelino estava interessado na filha, mas como é que lhe ia explicar que não era ele quem lhe escolhia o marido ou que Elsa, na altura com 20 anos, não estava à venda. 'Conheci o Mustafa na véspera de Carnaval e como era piloto, como o meu pai, trocaram contactos. O meu pai gostava imenso dele e teve muita dificuldade em explicar-lhe que não havia dinheiro no Mundo capaz de me pagar. Ele não percebeu e continuou a oferecer mais camelos, mais cabras e ouro pelo meu dote', recorda Elsa Torres, que hoje, aos 47 anos, se ri ao reviver a história que lhe toldou a vida.

Aceita o destino com a naturalidade de quem não pode alterar um romance cujo final já está escrito e, mais, não se arrepende de uma vírgula que lá foi posta. Do casamento resultaram dois filhos, que a enchem de orgulho. Faria tudo outra vez. 'Se não me tivesse cruzado com o Mustafa, a minha vida seria diferente, mas cada um nasce com a vida traçada'.

O pedido de casamento estava a ser levado cada vez mais a sério. Apesar de estar longe de se sentir apaixonada, Elsa começava a achar piada ao homem que tinha conhecido no Carnaval e a pergunta 'porque não?' estava a fazer cada vez mais sentido na sua cabeça, quando finalmente tomou a decisão: iria casar com Mustafa e mudar-se para a Argélia. 'Estava a tirar o curso de Relações Internacionais e achei que poderia ser uma boa oportunidade para mim', lembra Elsa, que não mediu as consequências de uma mudança para um país árabe.

O mês de Outubro anunciava os primeiros dias frios de Inverno quando Elsa deixou Lisboa, com dois malões enormes, rumo a Paris. Era lá que se ia encontrar com Mustafa antes de seguirem viagem para a Argélia. Na bagagem levava roupa, que nunca viria a usar, parte do enxoval e... um certificado de virgindade, passado pelo médico de família, a única coisa essencial para quem vai dar o nó com um argelino. 'Como sou europeia, tinha de levar o certificado. Na altura, fartei-me de rir e não liguei, porque os primeiros tempos foram fantásticos. Era tudo muito romântico e eu já acreditava que ele era um príncipe', explica Elsa que, quando aterrou em Argel, conheceu um Mustafa completamente diferente. 'No aeroporto, já não andávamos de mãos dadas e não me apresentava aos amigos. Parecia que era invisível. Foi assim até chegarmos a casa.'

A casa era ocupada pelos futuros sogros de Elsa, Mustafa e os seus sete irmãos. Gente suficiente para que, nos primeiros tempos, a noiva do argelino se sentisse um verdadeiro animal de circo. 'De cinco em cinco minutos, havia mulheres a ir lá a casa para me visitar. Os homens, claro, é que não me podiam ver. Isso era das coisas que mais me irritava, pois, se um homem fosse lá a casa, eu tinha de me fechar no quarto durante o tempo em que ele lá estivesse.'

Desde o início que Elsa teve a certeza de que não ia conseguir passar o resto da vida na Argélia. Era irreverente e a mesma rebeldia que a tinha feito deixar o seu país para alinhar nesta aventura rapidamente poderia funcionar no sentido inverso. A ideia de uma eventual fuga começou a ganhar contornos quando o marido lhe disse que não poderia sair de casa. 'Para mim, que estava habituada a ir tomar café e a sair para passear, não poder ir à rua era um castigo. Viver na Argélia tornou-se um pesadelo.'

O castigo foi, inicialmente, superado com os preparativos para o casamento. Faltava pouco mais de uma semana e ainda havia muita coisa para aprender: nomeadamente, a dança do ventre e a cozinhar cuscuz. Foi tudo o que lhe explicaram em relação ao grande dia. Talvez por isso, Elsa não tenha percebido porque é que, durante três dias, nunca chegou a ver Mustafa, num cenário que em nada se parecia com o de um casamento. 'Só no último dia é que ele veio ter comigo e disse: ‘Já está’. Ao que eu respondi: ‘Não, não está! Onde é que entra aquela parte em que me dizes que tens de ser fiel e amar-me para o resto da vida?’. Ele riu-se e disse-me: ‘Rapariga, aqui não é assim’, mas aquilo não me saiu da cabeça', lembra.

O momento que se segue é de grande embaraço para Elsa, que ainda hoje cora ao recordar a noite de núpcias. Imaginava qualquer coisa de parecido com uma lua-de-mel de filme, mas o que lhe estava reservado era mais parecido com uma situação saída de um de terror. A poucos metros da porta do quarto onde ia ter a primeira noite de amor com o marido, estava uma multidão de familiares ansiosa por ver o lençol... manchado de sangue. 'Foi muito embaraçoso. Fiquei tão envergonhada, mas era a consumação do acto.'

As restrições aumentavam de dia para dia e, quando Elsa foi proibida de ir à janela, só porque os homens a poderiam ver, achou que estava na altura de fazer alguma coisa: inscreveu-se na embaixada portuguesa e arranjou um trabalho. 'Eram os meus únicos momentos de convívio, porque, de resto, só via o Mustafa ou a família. A minha mãe até dizia que eu tinha sempre um Pastor Alemão a tomar conta de mim'.

O trabalho na embaixada fazia com que Elsa suportasse a dura disciplina do marido e ajudou-a, inclusivamente, a nível pessoal. Depois de, passados cinco meses do casamento, ter engravidado, Mustafa esperava que a família crescesse sempre que fosse possível, mas Elsa arranjou maneira de contornar a situação. 'Já tinham passado quatro anos e o Mustafa dizia que as pessoas comentavam que ele não era um homem a sério, porque só tinha uma filha. Como achou que era devido ao stress do trabalho que não engravidava, obrigou-me a ir para casa. Engravidei logo, pois tomava a pílula às escondidas, na embaixada. Se ele pensava que ia ter um filho todos os anos estava enganado', disse, recordando ainda que o segundo filho nasceu de sete meses por imposição do marido. 'Como nos dois últimos meses de gestação não havia mulheres de escala na maternidade, ele marcou o parto para o sétimo mês. Por um homem é que eu não podia ser assistida.'

Farta do panorama, dez anos depois de ter entrado na Argélia, Elsa preparou a fuga tão bem que, durante uns meses, o marido lhe perdeu o rasto. Numa altura em que Mustafa passou mais tempo no estrangeiro, Elsa deu seguimento à fuga. 'Deram-me um passaporte falso, na embaixada, e, com a ajuda da minha cabeleireira, consegui arranjar boleias e casas para pernoitar até chegar à fronteira, onde a minha mãe já estava à minha espera. Estava tão mal que, quando chegámos a Portugal, desmaiei.'

O pesadelo de Elsa terminou há 20 anos. Desde então mantém uma relação civilizada com o ex-marido. 'Ainda fiz várias tentativas de resgate dos meus filhos, mas foi ele quem mos devolveu, aquando dos bombardeamentos na Argélia. Agora damo-nos bem e não me arrependo de nada', diz. E o ex-casal segue, inclusivamente, um ritual. 'Sempre que fazemos anos de casados, o Mustafa manda-me uma mensagem romântica e eu ligo-lhe na data em que fugi.'

EM COMA DURANTE 23 DIAS

Durante uma rara ida ao mercado, em Argel, Elsa deixou que o crucifixo, que usava por debaixo da camisola, ficasse à vista e o pior aconteceu. “Apercebo-me da situação e só vejo uns senhores, com alguma idade, virem direitos a mim. Levei uma sova tão grande com sacas de batatas que fui para o hospital inconsciente. Estive 23 dias em coma, só porque pensavam que eu era árabe e que estava a usar um símbolo católico”, recorda.

SEM ESTADO CIVIL

Apesar de se ter conseguido divorciar de Mustafa – que já refez a sua vida – os papéis do divórcio nunca chegaram às mãos de Elsa Torres. “Assim que me casei, em Portugal ficou logo registado o meu novo estado civil, mas quando foi o divórcio isso não aconteceu. Já fiz imensos pedidos, mas até agora continuo sem estado civil. É por isso que no meu Bilhete de Identidade não diz que sou casada nem divorciada. Tem uns tracinhos no sítio onde deveria estar escrito o estado civil”, comenta, acrescentando que o BI já a fez passar por situações embaraçosas. “Sempre que preciso de o mostrar, a pergunta é recorrente. Respondo que sou divorciada, mas as pessoas ficam confusas e não sabem bem no que hão-de acreditar.”

in CM online, 25-01-2009

Nota do editor deste blogue (ainda em estado de choque):

A Elsa M. M. Torres (ainda sei o seu nome completo de solteira), foi minha colega na escola preparatória e secundária (o irmão, tinha sido meu parceiro na escola primária)...foi uma amiga que marcou muito a minha adolescência...quando perdi o meu pai (1975), tinha eu 17 anos, foi no seu ombro amigo que chorei desesperadamente...depois, com a separação dos pais, saiu da Apelação/Sacavém/Loures e foi morar com a mãe para Cascais (1980, talvez)...trocamos correspondência durante alguns anos...sempre nos tratamos por primos, sem o sermos...rs...numa dessas missivas disse-me: "querido primo conheci um piloto argelino com quem vou casar e vou viver para a Argélia...depois...durante uns anos perdi o contacto com ela...mais tarde recebo uma carta (talvez em 1990) onde me informou que vivia em Faro...percebo agora que foi para lá viver após a fuga da Argélia...já tinha um casal de filhos, tal como eu...curiosamente com nomes começados por S, tal como os meus, dizia ela na missiva com graça...prometi ir visitá-la quando fosse ao Algarve, mas...entretanto vim viver para o Ribatejo e a promessa ficou por cumprir...perdemos o contacto...hoje leio esta notícia...nem queria acreditar...

Alberto João

domingo, 25 de janeiro de 2009

Mulheres bonitas deixam Sílvio Berlusconi em maus lençóis...


O chefe do Governo italiano, Sílvio Berlusconi, abriu uma nova polémica ao defender a necessidade de aumentar o número de soldados nas ruas para evitar as violações, com uma frase sobre as mulheres considerada "irresponsável" pela oposição.

"Teríamos que ter (nas ruas) tantos soldados quantas mulheres italianas bonitas existem, creio que não o conseguiremos nunca", afirmou Berlusconi, comentando os recentes casos de violação ocorridos no país.

As palavras de Berlusconi foram duramente criticadas pela oposição, com o líder do Partido Democrata, Walter Veltroni, a classificá-las como "piadas de mau gosto" do chefe do Governo "perante o drama de tantas mulheres que foram violadas nos últimos dias".

Confrontado com a polémica criada, Berlusconi defendeu-se minimizando o valor da sua declaração e classificando os casos de estupro como "indignos" e "execráveis".

O Governo anunciou no sábado que reforçará de 3.000 para 30.000 o número de soldados a patrulharem as principais cidades italianas e locais considerados "de risco" como embaixadas e centros que podem estar "na mira do terrorismo".

Esta frase de Berlusconi é apenas mais um momento caricato na vida do primeiro-ministro italiano, que já foi apanhado a simular sexo com um polícia e a fazer "cu-cu" à chanceler alemã Angela Merkl, quebrando completamente o protocolo.

in JN online, 25-01-2009



Golfinho deu à costa na Nazaré...


Um golfinho adulto deu à praia esta tarde na zona da Nazaré e está a ser socorrido por uma equipa de biólogos e de médicos veterinários, disse um dos especialistas envolvido no trabalho de resgate.

"Trata-se de um golfinho comum e adulto, que deve padecer do chamado "sindroma de arrojamento" (dar à praia) devido a qualquer problema que ainda estamos a tentar avaliar", disse à Lusa o médico veterinário Salvador Mascarenhas.

Segundo este membro da equipa de ajuda, o golfinho será devolvido ao mar logo que possível, mas em caso de necessitar de tratamento mais prolongado ou de convalescença será acolhido no Centro de Recuperação de Animais da Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem (SPVS).

"Quando se trata de casos isolados de arrojamento, normalmente o golfinho sofre de qualquer problema que o obriga a vir à tona de água para respirar melhor e a procurar terra firme", explicou o médico veterinário contactado pela Lusa, que reservou um diagnóstico mais concreto para as próximas horas.
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in JN online, 25-01-2009

A puta de luxo que lê Henry Miller, Gabriel García Márquez e Vinícius de Moraes...

Um escritor brasileiro de renome, um jovem actor de novelas, um padre do país profundo. Todos eles foram clientes da call girl mais requisitada do país. Paula Lee vende o corpo, e chega a cobrar 500 euros por hora, mas já lhe pagaram cinco vezes mais.




Os seis telemóveis não param de tocar no quinto andar de um condomínio privado com vista para a baía de Cascais. A vibração dos aparelhos topo de gama disfarça o pico de adrenalina que percorre a sala, já na penumbra. É uma sexta-feira especial. Paula Lee e Elizabeth anunciaram há poucas horas nos seus sites que estão disponíveis, até à meia-noite, para o clássico fetiche masculino: ménages à trois. Só atendem os números de habitués, silenciando a maioria das duzentas chamadas que irão receber até ao final do dia.

Do outro lado da linha, ouvem-se vozes ansiosas, que, com mais ou menos rodeios, perguntam pela tabela de preços, o horário dos serviços, e até as regras do jogo a três. Por menos de 600 euros elas não despem os tops, vestidos justos e botas de cano alto. "Nenhum encontro fica definido apenas com um telefonema", revela Paula, uma das poucas acompanhantes de luxo em Portugal a recorrer ao seu site pessoal para conhecer melhor os pretendentes. "Depois de sentir que são dignos de confiança, dou-lhe uma password para entrarem na minha página fechada", explica. A troca de e-mails, SMS e telefonemas que se segue é determinante para fazer, ou não, a marcação do serviço. "Recuso muitos clientes. Às vezes apenas pelo feeling."

A brasileira de 27 anos começou por baixo no submundo da noite. Foi prostituta nos bordéis de Bragança e Leiria. Hoje é a acompanhante de luxo mais requisitada do país. Chega a cobrar 500 euros por hora e já ganhou 2500 euros de um cliente mais generoso. "Não aprecio one night stands, gosto de construir relações a longo prazo e se algo não me agrada num homem, livro-me dele, com diplomacia", define-se.

Actualmente, tem seis clientes regulares - um deles deposita-lhe o dinheiro na conta bancária antes do início de cada mês. "Nenhum homem me compra a vontade. Se me quer, tem de aprender a conquistar-me." Esta filosofia pode ser desconcertante para uma mulher que ganha a vida com o corpo, mas o perfil de Paula Lee vai contra todos os estereótipos: colecciona livros de Henry Miller e Gabriel García Márquez, sabe de cabeça os poemas do Vinicius de Moraes, e o seu blogue, 'Amante Profissional', é muito procurado na Net. A fama atrai intelectuais para a sua enorme cama em tons de vermelho. Há pouco tempo, um escritor brasileiro de renome, que escreve sobre sexo, veio a Lisboa e pagou pelos seus serviços. "Estava com uma grande expectativa pois é uma das pessoas que eu e a minha mãe mais endeusamos", conta. O cliente revelou-se, porém, menos inspirado na cama do que nas prosas de cariz erótico. "Foi mau. Uma decepção. Se a minha mãe soubesse...", ironiza.




Conturbado é o adjectivo mais apropriado para definir a recente 'visita' de um actor de novelas que passa a vida nas páginas da imprensa cor-de-rosa. O rapaz sentiu-se "humilhado" quando se apercebeu de que Paula Lee não o reconhecia de lado nenhum. "Ainda pensei que fosse o homem do talho. E disse-o na cara", afirma sem ironias. Quando ele se foi embora, ainda irado, ela foi pesquisar na Internet e lá encontrou informações sobre a jovem vedeta de televisão. "O currículo dele não me impressionou..."

Foi numa igreja que deu de caras com um dos clientes mais misteriosos nos seis anos de profissão. 'Carlos', nome fictício, mal abriu a boca antes, durante e depois do acto sexual. Ela ainda julgou que se tratava de um polícia quando lhe perguntou pela profissão. O cliente ficou apático e desconfiado, a olhar para ela e remeteu-se ao silêncio. "Senti o corpo dele a gelar." Umas semanas mais tarde foi à missa e lá estava 'Carlos' no altar a pregar a fé do Senhor. Paula Lee tem uma regra: nunca fala a um cliente se o vir casualmente, mas naquela manhã de domingo resolveu abrir uma excepção. "Não sei o que me deu mas entrei na fila e fui comungar." Ainda hoje se recorda com nitidez da expressão de espanto e receio quando o padre se apercebeu de quem estava entre o seu rebanho. "Devia pensar que eu o iria chantagear." Enganou-se. A brasileira nunca mais frequentou uma missa, embora tivesse sido catequista no Brasil. "Venho de uma família de evangélicos. Se eles soubessem o que eu faço seria o fim do mundo", enfatiza.

Paula perdeu a conta do número de homens com quem teve sexo e, mais do que um sexólogo, tem legitimidade para teorizar sobre o comportamento dos portugueses debaixo dos lençóis. Boas notícias para os visados. "A maioria é boa na cama." Ao contrário de uma prostituta endurecida pela rua, ela faz questão de ter prazer. Antes ainda disfarçava. Mas apercebeu-se de que fingir orgasmos era mais difícil do que tê-los, na realidade. "Estar lubrificada tem vantagens: o acto é menos doloroso e o preservativo não se rompe." Há uma regra sagrada: o orgasmo depende mais dela do que do cliente.

Paula Lee não é conhecida no meio por ser violenta na cama e não aprecia, por aí além, números excêntricos. Só uma vez enveredou pelos requintes sado-masoquistas. "Achei horrível estar a pisar o pénis com saltos de sapatos e ver que o cliente tinha prazer com aquilo." Participou, também uma vez, numa orgia com oito homens. "É mau. Há um ou dois de quem se gosta mais e os outros só ali estão a atrapalhar." Ainda hoje não percebeu qual a sua posição sexual favorita. "Bem, estar por cima é bom..."

As mulheres também a procuram - ela assume-se como bissexual - mas regra geral, após o primeiro contacto, não voltam a ligar. A acompanhante explica-lhes que só actua com preservativo, mesmo no sexo oral. "Elas não compreendem. Ao contrário dos homens, a ideia da 'borrachinha' faz-lhes confusão." Não tem dúvidas de que a crise económica está a incentivar o sexo desprotegido na profissão. "As novas acompanhantes, desesperadas por arranjar dinheiro, cedem aos desejos mais perigosos dos clientes que não querem preservativos." Mesmo sem dados objectivos à mão, ela estima que 60% das meninas pisam o risco, contra as 25% de há cinco anos.

Os perigos da profissão são mais do que muitos, mas Paula tem escapado ilesa. "Fui agredida uma vez, em Leiria. Mudei-me para Lisboa depois desse episódio." Quando desconfia de um cliente, contrata um segurança, que fica plantado à porta de casa, em Benfica. E nunca atende depois das dez da noite. São as vicissitudes de trabalhar por conta própria, sem os intermediários do costume. "Há colegas que acham mais seguro os hotéis de luxo. Eu prefiro a minha casa, pois da janela do meu quarto vejo bem a minha praceta e controlo quem chega. Se não gostar do aspecto, desmarco."




A brasileira tem um namorado há três anos. Garante que nunca lhe foi infiel. Ele sabe desde o início da relação como ela ganha a vida. "Tentou convencer-me a sair da profissão. Em vão. Mesmo que ele fosse muito rico não o faria." Não é porque o faça por gosto ("largava isto já amanhã") mas porque o dinheiro lhe dá jeito no futuro. "Ganho muito bem. Dá para estar um mês parada. Se estiver, por exemplo, deprimida ou com uma dor de cabeça, não atendo."

Pasme-se. O dia-a-dia desta acompanhante de luxo não é muito diferente do de uma comum funcionária pública. Não é viciada no cabeleireiro ou na manicura, nem em cremes hidratantes topo de gama. Usa o comum Vasenol, muito elogiado pelos clientes, por sinal. No trabalho, prefere o clássico Chanel n.º 5, um perfume neutro, que não compromete os clientes quando chegam a casa e se deitam ao lado da esposa. O corpo, aparentemente em forma com o ioga, não pede qualquer tipo de cirurgia estética. "Mamas de silicone? Botox? Não. Sinto-me bem assim. Até porque nunca ninguém reclamou", ironiza.

Paula Lee está a escrever uma peça de teatro inspirada nos momentos mais cómicos da sua profissão. Histórias não faltam: desde o cliente de peruca que durante o acto se descolou da cabeça, devido ao suor, e ela tentava, discretamente ajeitar para ele não ser gozado na rua quando saísse. Até à de um rapaz de 17 anos, a quem ela pediu o bilhete de identidade e o aconselhou a aparecer no dia seguinte, pois era o dia em que fazia 18 anos e ela não atende menores. Já não falando dos homens virgens aos 35 e aos 42 anos, tão inexperientes na cama como uma criança de 12 anos.

"Infelizmente já tive também casos dramáticos", desabafa. Encontrar um cliente com um facalhão apontado à barriga, ameaçando matar-se por não ser correspondido no amor, é dose cavalar, até para quem viu um pouco de tudo nas casas de alterne do Norte e do Centro do país. "Pediu para ir à cozinha para beber um copo de água. Estranhei a demora. Quando ouvi a gaveta dos talheres a abrir-se, saí da cama e encontrei-o naquele espectáculo", conta. Paula sabia que a faca não estava afiada. Para o impressionar, pegou nela pela serrilha, e sem se magoar, tirou-a das suas mãos. "Expulsei-o logo de minha casa", resume. Um outro homem escreveu-lhe uma carta de suicídio pelas mesmas razões: sentia uma paixão exacerbada pela ex-prostituta. Mas não se matou. "Fazem-no para me chamarem a atenção." É a carência afectiva que os leva a actos tão extremos? "Tento que não criem expectativas elevadas sobre mim."

Entre as quatro paredes do seu quarto entranhado pelo aroma do incenso é a amante profissional quem dita as regras do jogo. Um dos clientes mais antigos, com quem vai para a cama há quatro anos, exigiu no primeiro encontro um enorme espelho atrás da cama para poder assistir ao acto. A brasileira recusou. Queria também gravar no telemóvel os episódios mais hardcore. Nova nega. A intimidade foi crescendo entre o 'casal' e dois anos depois ela fez-lhe uma surpresa. Colocou um espelho no quarto. "A iniciativa foi minha. Ele fez por merecê-lo." Já as imagens no aparelho 3G continuam a ser vetadas. "Não posso correr o risco de ver o meu rosto a circular pela Internet", explica.

Os mitos da profissão teimam em perdurar no tempo. "Quando uma acompanhante de luxo diz não ter relações sexuais com grande parte dos seus clientes está a mentir." Assegura que as colegas de profissão pretendem passar essa ideia para não serem confundidas com as vulgares prostitutas de rua. "Só 1% dos homens me procura apenas para conversar." O sexo pode não surgir logo no início, mas o jogo da sedução termina invariavelmente na cama. Curiosamente, aprecia que eles lhe mostrem as fotografias da mulher e dos filhos ou que revelem pormenores da vida íntima. E chega a ir lanchar ou ao cinema com muitos deles, pois rejeita a tese de mulher-objecto. Outro mito recorrente no meio? O de que os homens com um pénis grande dão mais prazer. "Nada mais errado. Prefiro-os pequenos." Paula Lee chega ao ponto de rejeitar novos encontros com clientes com uma anatomia sexual acima da média.

A noite no condomínio de Elizabeth, em Cascais, correu de feição. As duas colegas conseguiram negociar um bom preço com um habitué. As sextas-feiras especiais, com ménages à trois, devem por isso repetir-se nos próximos tempos. Inexplicavelmente, as sextas eram até dias fracos para o negócio. "Temos de inovar todos os dias, senão..." Senão são ultrapassadas pela concorrência feroz.
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Texto publicado na edição do Expresso de 24 de Janeiro de 2009

As comadres (do dizer, mal e depressa) fizeram as pazes!




Miguel Sousa Tavares e Vasco Pulido Valente voltaram a falar depois de quase seis anos de desavenças. O CM sabe que os dois reataram a relação ‘cordial’ em Novembro do ano passado.

O encontro deu-se no restaurante Gambrinus, em Lisboa. Miguel Sousa Tavares chegou com a mulher, Cristina, e amigos. Vasco Pulido Valente estava sentado numa mesa com a mulher, a editora de Política da TVI, Constança Cunha e Sá, Medeiros Ferreira e a mulher deste. No final do jantar, Sousa Tavares foi cumprimentar Constança – afinal é comentador da TVI – e os restantes, incluindo Pulido Valente. Trocaram palavras durante algum tempo no restaurante e seguidamente Miguel Sousa Tavares, a mulher, Vasco Pulido Valente e Constança Cunha e Sá saíram no mesmo carro.

Nenhum dos dois quis comentar estes factos, sendo que Sousa Tavares afirmou que "nunca foi amigo" de Pulido Valente, mas sim "conhecido". Recorde-se que tudo começou quando em Outubro de 2003 o cronista do ‘Público’ criticou o ‘Equador’, depois de o ler no hospital e continuou quando, em 2007, Pulido Valente voltou a criticar o romance ‘Rio das Flores’.

Numa entrevista a um semanário em Novembro de 2007, quando questionado sobre se, por causa das suas crónicas, alguém se tinha zangado, Vasco disse que sim, nomeadamente duas pessoas. Uma delas tinha sido Sousa Tavares. E como sabia o cronista que o escritor estava chateado? Na entrevista confessou: "Encontrei-o num restaurante e não me falou." Este restaurante era o Gambrinus, o mesmo onde voltaram em 2008 a falar.

DURAS CRÍTICAS AOS LIVROS DE SOUSA TAVARES
Vasco Pulido Valente não poupou Miguel Sousa Tavares a duras críticas, quando fez a análise dos seus romances. Sobre ‘Equador’ escreveu que "é um romance popular, com a típica obsessão do género pela comida, a roupa, a paisagem, a meteorologia e o sexo. Fora isso, é também uma absurda idealização do autor, entre o patusco e o patético".

As críticas repetiram-se quando o escritor publicou, anos mais tarde, a obra ‘Rio das Flores’.
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in CM online, 25-01-2009

O verdadeiro sexo seguro...


Como nasce a inveja...


Foi dito por Paulo Baldaia, director da TSF...


"Sim, é possível que, perante tanta injustiça social, o radicalismo político venha a fazer caminho e abra espaço para muitos populistas dizerem não o que pensam, mas o que sabem que todos nós queremos ouvir".

Paulo Baldaia, director da TSF, "Jornal de Notícias", 24-01-2009, reproduzido pelo Público online.

Foi dito pelo comandante-geral da GNR...


"Os criminosos ainda hesitam em disparar"

O comandante-geral da GNR, general Nélson Santos. Diário de Notícias, 24/01/09. Reproduzido pelo Expresso online.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Anedota do ano...


Um sujeito entra num bar novo, hi-tech, e pede uma bebida. O barman é um robôt que pergunta:
- Qual o seu QI?
O homem responde:
- 150.
Então o robôt serve um cocktail perfeito e inicia uma conversa sobre aquecimento global, espiritualidade, física quântica, interdependência ambiental, teoria das cordas, nanotecnologia e por aí.
O tipo ficou impressionado, e resolveu testar o robô. Saiu, deu uma volta e retornou ao balcão. Novamente o robôt pergunta:
- Qual o seu QI?
O homem responde:
- Deve ser uns 100.
Imediatamente o robôt serve-lhe um whisky e começa a falar, agora sobre futebol, fórmula 1, super-modelos, comidas favoritas, armas, corpo da mulher e outros assuntos semelhantes.
O sujeito ficou abismado. Sai do bar, pára, pensa e resolve voltar e fazer mais um teste. Novamente o robôt pergunta-lhe:
- Qual o seu QI?
O homem disfarça e responde:
- Uns 20, acho eu !
Então o robôt serve-lhe um vinho tinto, inclina-se no balcão e diz bem pausadamente:
- E então meu, como vai o nosso Benfica?

Morreu Mariana Bridi...


"A modelo internacional brasileira Mariana Bridi, de 20 anos, considerada uma das mulheres mais bonitas do mundo, morreu na madrugada de hoje no Hospital Dório Silva, na cidade de Serra, no estado brasileiro de Espírito Santo.

Mariana, que estava internada naquele hospital desde o dia 3, morreu três dias depois de ter tido os pés e as mãos amputadas devido a necrose por insuficiência sanguínea e de oxigénio nas extremidades do corpo.

Internada com o que parecia ser uma simples infecção urinária, Mariana viu o seu quadro agravar-se abruptamente, acometida de uma infecção generalizada que, entre outras coisas, provocou a compressão dos vasos sanguíneos pelos rins, que pararam, o que acarretou a necrose das mãos e dos pés.

Duas vezes finalista do concurso Miss Brasil Mundo e premiada no Miss Bikini Internacional, realizado na China, Mariana Bridi já era uma profissional de grande prestígio na sua área e a beleza do seu rosto extasiava fotógrafos, especialistas do mundo da moda e o público."
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in CM online, 24-01-2009

Foi dito por Dustin Hoffman...


"[A pessoa viva que mais admiro é] o realizador português Manoel de Oliveira, que tem cem anos e ainda trabalha.”

Dustin Hoffman, "Vanity Fair", Fevereiro de 2009. Reproduzido pelo Público online.




sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Última hora: Comunicado do primeiro-ministro José Sócrates...

As notícias hoje divulgadas pelo Jornal SOL e pela TVI a propósito do caso Freeport merecem total indignação e repúdio. Desejo esclarecer:

1. Houve, de facto, uma reunião alargada, no Ministério do Ambiente, que contou com a presença de várias pessoas, entre os quais eu próprio, o Secretário de Estado do Ambiente e responsáveis de diversos serviços do Ministério, a Câmara Municipal de Alcochete e os promotores do empreendimento Freeport.

2. Essa reunião teve lugar a solicitação da Câmara Municipal de Alcochete. Admito, embora não recorde esse facto, que também o meu tio, Júlio Monteiro, me tenha pedido para receber os promotores de modo a esclarecer a posição do Ministério do Ambiente sobre o projecto.

3. Essa reunião consistiu, apenas e exclusivamente, na apresentação por parte dos promotores da intenção de reformular o projecto e no esclarecimento pelos serviços do Ministério do Ambiente das condições ambientais que deviam ser cumpridas, em conformidade com a última declaração de impacte ambiental.

4. Nunca participei em nenhum encontro ou reunião, para além desta, com promotores do projecto Freeport ou seus representantes. Quero também afirmar que não conheço pessoalmente nenhum deles. Tudo o que possa ter sido dito a esse respeito constituí uma mentira, um insulto e uma difamação.

5. A Declaração de Impacte Ambiental favorável ao empreendimento Freeport foi emitida pelo Secretário de Estado do Ambiente, tendo em conta as alterações introduzidas no projecto e o cumprimento das exigências ambientais formuladas pelos serviços técnicos do Ministério do Ambiente, sem qualquer interferência da minha parte.

6. Reafirmo, assim, que a aprovação ambiental do empreendimento Freeport cumpriu todas as regras legais aplicáveis à época e rejeito todas as insinuações e afirmações caluniosas que envolvem o meu nome a propósito deste caso.

7. Reafirmo, mais uma vez, o meu desejo de que a investigação em curso se conclua tão rapidamente quanto possível.

José Socrates

Lisboa, em 23 de Janeiro de 2009
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Lusa, última hora, 23-01-2009

Sócrates recebeu intermediário do Freeport...


"O primo de José Sócrates, Nuno Carvalho Monteiro, confirmou ao Expresso a existência de um encontro entre um intermediário do negócio do Freeport de Alcochete e o então ministro do Ambiente.
Ao Expresso, Nuno confirmou que na sequência da reunião entre o intermediário Charles Smith e José Sócrates, a empresa de publicidade detida pela família enviou um mail aos responsáveis do outlet a cobrar o favor. A intenção era, segundo contou ao Expresso, que a empresa britânica usasse a agência de publicidade para promover o empreendimento.

No entanto o Freeport nunca chegou a responder ao e-mail, adiantou o familiar do primeiro-ministro.

Terá sido este correio electrónico que levou a que as autoridades judiciais britânicas e portuguesas relacionsassem o tio de José Sócrates, Júlio Monteiro (pai de Nuno) ao alegado pagamento de luvas para a aprovação do empreendimento de Alcochete.

Segundo declarações feitas ao Expresso, o encontro entre o então ministro do Ambiente e responsáveis da Freeport destinou-se a esclarecer alegadas acusações de corrupção. Isto porque Charles Smith se estaria a queixar de que teria de pagar quatro milhões para conseguir o licenciamento do empreendimento.

Também em declarações ao semanário Sol, hoje (sexta-feira, 23) divulgadas pela TVI, o tio de Sócrates reconhece ter promovido esse encontro com aquele fim, lamentando o facto de nunca ter recebido um agradecimento por parte do Freeport."
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in Expresso online, última hora, 23-01-2009

Bastonário da Ordem dos Médicos preocupado com o seu umbigo, em vez da saúde dos portugueses...

"É uma perigosa perda de soberania."

Pedro Nunes, bastonário da Ordem do Médicos , sobre o acordo luso-espanhol de cooperação, que visa facilitar o acesso aos serviços de saúde, às populações fronteiriças. Jornal de Notícias, 23/01/2009, reproduzido pelo Expresso online.

Foi dito por Eduardo Dâmaso...

"Se este caso Freeport, tal como o muito que está escondido debaixo do manto do BPN, não for explicado, então, a uma crise económica profunda há-de vir juntar-se uma terrível crise do regime democrárico. Em certas alturas, já se sabe, é melhor cair tudo para construir uma coisa nova."

Eduardo Dâmaso, 23-1-2009, Público online.

Este blogue faz hoje um ano...



Balanço:
- Um ano de vida.
- 1. 034 posts editados.
- 13. 492 visitantes.
- 26. 496 posts visitados.
Obrigado a todos os que por aqui passaram!
A. João

"Benjamin Button" é o filme mais nomeado para os óscares 2008...


As nomeações para os óscares foram divulgadas, esta quinta-feira, pelo presidente da Academia, Sid Ganis, e pelo actor Forest Whitaker, que já venceu um óscar. Os filmes mais nomeados são “Benjamin Button”, com 13 nomeações”, e “Slumdog millionaire”, com 10 indicações.

Sem surpresa, Heath Ledger, um ano depois da sua morte, é candidato ao óscar de melhor actor secundário, pela sua interpretação de Joker no filme “O Cavaleiro das Trevas”. O 2º filme da trilogia de batman, realizado por Christopher Nolan reune 8 nomeações.

Outro filme com 8 nomeações para a estatueta dourada é Milk. Sean Pean interpreta o político e activista homossexual que luta pelos direitos dessa comunidade.

A Disney/Pixar continua a agradar a academia e o mais recente filme, Wall-e, está indicado para 6 categorias. Um feito notável mas merecido para um filme de animação.

A 81ª gala de entrega dos óscares terá lugar no Kodak Theatre, em Los Angeles, no dia 22 de Fevereiro.

As principais nomeações:

MELHOR FILME
«O Estranho Caso de Benjamin Button»
«Frost/Nixon»«Milk»
«The Reader»
«Slumdog millionaire»

MELHOR REALIZADOR
Danny Boyle «Slumdog millionaire»
David Fincher «O Estranho Caso de Benjamin Button»
Gus Van Sant «Milk»
Ron Howard «Frost/Nixon»
Stephen Daldry «The Reader»

MELHOR ACTOR
Brad Pitt «O Estranho Caso de Benjamin Button»
Frank Langella «Frost/Nixon»
Mickey Rourke «O Wrestler»
Richard Jenkins «O Visitante»
Sean Penn «Milk»

MELHOR ACTRIZ
Angelina Jolie «A Troca»
Anne Hathaway «O Casamento de Rachel»
Kate Winslet «Revolutionary Road»
Melissa Leo «Frozen River»
Meryl Streep «Doubt»

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
Heath Ledger «O Cavaleiro das Trevas»
Josh Brolin «Milk»
Michael Shannon «Revolutionary Road»
Philip Seymour Hofman «Doubt»
Robert Downey Jr. «Tempestade Tropical»

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Amy Adams por «Doubt»
Penelope Cruz por «Vicky Cristina Barcelona»
Marisa Tomei por «O Wrestler»
Taraji P. Henson por «O Estranho Caso de Benjamin Button»
Viola Davis por «Doubt»

MELHOR FILME DE LÍNGUA ESTRANGEIRA
«O Complexo de Baader Meinhof»(Alemanha)
«A Turma» (França)
«Departures» (Japão)
«Revanche» (Áustria)
«A Valsa com Bashir» (Israel)

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in JN online, 22-01-2009

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Brian Weiss: Hipnose liberta memórias de vidas passadas...

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Muitos problemas psicológicos e físicos têm origem em vidas passadas, a cujas memórias é possível aceder através da hipnose. Esta polémica tese foi defendida, em Lisboa, pelo psiquiatra Brian Weiss.

"É possível aceder a vidas passadas da mesma forma que se acede a qualquer memória, seja da infância ou de quando se era bebé. Regredir significa simplesmente voltar atrás no tempo", explicou o médico norte-americano em entrevista ao JN. Desde a publicação de "Muitas vidas, muitos mestres" - o livro em que relata, pela primeira vez, a experiência de regressão a vidas passadas de uma paciente, Catherine, que sofria ansiedade -, Brian Weiss criou uma legião de admiradores e de críticos em todo o Mundo.

Nas suas obras, defende ideias tão controversas como a reencarnação, o reencontro de almas-gémeas e a transmissão de experiências e padrões emocionais de vida para vida. "Através da terapia regressiva, é possível chegar à causa do sintoma e curá-lo", sublinha o terapeuta. Como provas, apresenta relatos de pessoas que recordam, com elevado nível de detalhe, as suas famílias anteriores e que acabam por conseguir localizá-las. Há também casos de pacientes que descrevem correctamente acontecimentos, datas ou locais de que não tinham conhecimento e, ainda, os que falaram em línguas que não dominavam, durante as regressões.

"Mas, a prova mais importante é que cura. Mesmo que o paciente ou o terapeuta não acreditem em vidas passadas, funciona. Trata-se de uma técnica terapêutica, não de magia", garante Weiss.
O autor faz, ainda, questão de desmistificar a hipnose - estado de concentração ou relaxamento que permite aceder a conteúdos inconscientes - e os alegados perigos de ficar bloqueado numa memória ou perder o controlo. "É um processo em que se recupera uma memória, não uma máquina do tempo", salienta.

O propósito da vida e do ciclo de reencarnações é, para Brian Weiss, o desenvolvimento do potencial espiritual que acredita existir em todos os seres humanos. Uma espécie de escola em que vamos repetindo, em vários corpos (ou vidas), as lições que a alma ainda não aprendeu.

No seminário que decorreu, anteontem, em Lisboa, Brian Weiss abordou a temática do seu último livro: a progressão a vidas vindouras. A possibilidade de abrir uma janela para o futuro é aceite pelo psiquiatra com a mesma abertura com que encara os sonhos pré-cognitivos - como manifestações da intuição ou de um sentido que a ciência ainda não explica.

Actualmente, Brian Weiss, de 67 anos, já não exerce a prática clínica e dedica-se a dar conferências e formar terapeutas. Em Portugal, tem publicadas várias obras, incluindo "Muitos Corpos, uma só alma", "O passado cura" e "Só o amor é real".
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in JN online, 22-01-2009

A Vidente...


Um homem vai à vidente.
Chega e bate à porta.
Do outro lado ela pergunta:
- Quem é?
O homem responde:
- Hum, já estamos a começar mal!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

João Cravinho contra as missas do padre Zé...

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"São uma missa, ainda por cima uma missa que está esgotada."
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João Cravinho, sobre o Fórum Novas Fronteiras, criado pelo Partido Socialista (PS) para debater com independentes temas transversais da sociedade portuguesa, o qual diz ser um "simulacro de participação". Diário de Notícias, 21/01/2009. Reproduzido pelo Expresso online.




terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Por lá, Barack Obama com mensagem de PAZ...Por cá, D. José Policarpo com gritos de GUERRA...

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"Perante a euforia de dois milhões de pessoas em frente ao Capitólio, Barack Obama tomou posse. No seu discurso de investidura como 44.º presidente dos EUA, assumiu a liderança do país, prometeu vencer os desafios e lançou uma nova aproximação ao povo muçulmano."

in JN online, 20-01-2009




"O Cardeal Patriarca de Lisboa surpreendeu na noite de terça-feira o auditório do Casino da Figueira da Foz ao advertir as jovens portuguesas para o "monte de sarilhos" de se casarem com muçulmanos."
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in JN online, 14-01-2009

A Lista - Oswaldo Montenegro...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Lentes acomodativas: Adeus, óculos!

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Ana começou a usar óculos há seis anos, quando deixou de ver ao perto. Mas nunca se adaptou. A semana passada, aos 53 anos, tornou-se a primeira portuguesa a ser operada para lhe colocarem as chamadas lentes acomodativas. Adeus, óculos!

Chamam-se lentes acomodativas porque, como o nome indica, vão 'flectir' ou acomodar-se para focar objectos a diferentes distâncias, proporcionando uma continuidade de visão perfeita ao perto, a média distância e ao longe. Eduardo Fernandes, director do Serviço de Oftalmologia do Hospital Cuf Infante Santo, foi o primeiro especialista a implantar esta lente em Portugal.

Segundo o oftalmologista, a nova lente tem o movimento dentro do olho semelhante ao movimento natural do cristalino, que é a nossa lente natural e que vai perdendo essa função a partir dos 40 anos. É por ela que passam todas as imagens que captamos na retina, tendo por função focar objectos a diferentes distâncias. Ou seja, ao longe distende, ao perto retrai.

Desenvolvida nos EUA, onde a lente está a ser testada já há alguns anos, chega agora à Europa e a Portugal para resolver o problema de todos os que odeiam óculos. "A lente acomodativa adapta-se a qualquer graduação, quer se trate de miopia, hipermetropia ou presbiopia (dificuldade em ver ao perto). Só não corrige o astigmatismo", informa o médico para acrescentar que se trata de uma técnica de substituição do cristalino, ou seja, uma variante da cirurgia para as cataratas testadíssima há vários anos.

O procedimento correcto é, segundo o médico, operar um olho e 15 dias depois repetir o processo no outro olho. "Aguarda-se um mês e só nessa altura é que se avalia se o doente tem ou não necessidade de fazer a correcção do astigmatismo com laser". A colocação de cada lente custa cerca de 3 mil euros, um valor que os hospitais públicos não vão poder suportar nos próximos anos, já que o seu preço é dez vezes mais que o da lente monofocal para a catarata.

Num país onde há uma extensa lista de espera para operar cataratas, em que alguns desses doentes já não vêem, não faz sentido colocar à frente pessoas que vêem, mas como não gostam de usar óculos querem ser operadas. "É um patamar de bem-estar acima da nossa realidade", frisa Eduardo Fernandes.

Cinco dias depois da operação, Ana A. falou ao Expresso. "Quando tive conhecimento desta técnica não hesitei, mesmo sabendo que era a primeira pessoa a fazê-lo", conta.

Radiante com o resultado, Ana garante que já consegue ler sem óculos e também já tem uma boa visão ao longe. "Não tive uma única dor e a intervenção em si, feita com anestesia local com umas gotas, não causa nenhum sofrimento. Uma hora depois da operação, fui para casa pelo meu pé. Agora estou desejosa de operar o outro olho já para a semana", desabafa.

Para tranquilizar a paciente, o representante da Crystalens para a Península Ibérica fez questão de acompanhar a doente e a cirurgia para lhe garantir que esta técnica não envolve risco. "O pior que podia acontecer era não ver bem ao perto, e aí teria de continuar a usar óculos, mas nunca há o risco de deixar de ver", reafirma o médico.
As outras lentes
Antes das lentes acomodativas, os médicos portugueses há muito que colocam lentes monofocais e multifocais. As primeiras são concebidas para proporcionar melhor visão a uma determinada distância, normalmente ao longe. O principal inconveniente é o doente ter de usar óculos para ver ao perto.

Já as lentes multifocais utilizam múltiplas zonas de visão integradas na própria lente para proporcionar visão a várias distâncias. Podem comparar-se aos círculos de um alvo, com alguns deles dedicados à visão ao longe e outros à visão ao perto, como se a pessoa tivesse lentes bifocais ou trifocais dentro do olho. Alguns pacientes sentem dificuldade em adaptar-se. Além disso, a visão intermédia (à distância do braço) pode ficar comprometida, pois esta tecnologia aplica-se essencialmente à visão ao perto e ao longe e exclui a visão intermédia.

Com o aparecimento da nova lente, tudo indica que o espectro das várias necessidades fica completo mas é o próprio médico que faz questão de sublinhar que não há técnicas perfeitas. "A qualidade da visão não é perfeita", e é por isso que não as recomenda a uma pessoa que precise de usar a visão a 100%, como um relojoeiro. Mas se pensarmos que 100 por cento da população acima dos 50 anos precisa de usar óculos é uma invenção muito bem-vinda.
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in Expresso online, 19-01-2009

domingo, 18 de janeiro de 2009

Obama toma posse no dia de aniversário da morte de Amilcar Cabral...

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Coincidindo com a posse de Barack Obama, Terça-feira, em Cabo Verde, não poucos vão celebrar duas figuras que a história junta nesse dia - Amílcar Cabral, morto a 20 de Janeiro de 1973, e Barack Obama, novo Presidente dos Estados Unidos, que toma posse também no dia 20.

Um duplo simbolismo parece emergir nesta data cabo-verdiana, primeiro a da celebração de figuras que, cada uma em seu tempo, foram capazes de mobilizar esperanças e projectar sinais de um mundo melhor, depois por ser a América o único "espaço branco" onde um negro pôde desejar e conquistar a Presidência da República, e de ser Cabo Verde, talvez, o único "espaço negro" onde um branco poderia desejar e, eventualmente, alcançar o topo do Estado.

Acrescem outras ligações entre a América e Cabo Verde.

Amílcar Cabral é, nos Estados Unidos, uma figura de referência, profundamente estudada e considerada, sobretudo no plano das universidades, fazendo parte da galeria de notáveis do mundo, homens e mulheres que lutaram pela liberdade e pela democracia.

E os Estados Unidos eram, para Amílcar, uma espécie de estrela-guia do avanço africano para o futuro, e ele o disse, nas Nações Unidas, em 1972, quando sublinhou que "[Thomas] Jefferson, [Abraham] Lincoln e [Franklin] Roosevelt" eram não apenas "cidadãos imortais dos Estados Unidos", mas também "cidadãos imortais do mundo".

Haverá, portanto, uma ligação profunda, na próxima terça-feira, entre os Estados Unidos, terra de Obama, e Cabo Verde, terra natal de Amílcar Cabral, com o primeiro seguramente capaz de reproduzir, hoje, palavras de Amílcar, proferidas há 36 anos, quando, nos alvores do ano da sua morte, 1973, e dizendo que a hora era "de acção e não de palavras", quis respeitar a tradição, referindo-se à mudança de ano como o tempo "em que todos os seres humanos (…) que querem a paz, a liberdade e a felicidade para todos os homens, renovam as suas esperanças e certeza numa vida melhor para a humanidade, na dignidade, na independência e no progresso verdadeiro de todos os povos".

Amílcar Cabral foi, em África, um pouco do que Martin Luther King -o líder religioso galardoado em 1964 com o Prémio Nobel da Paz pela sua campanha a favor dos direitos cívicos da minoria negra - foi na América.

Ambos tiveram referências históricas, homens e mulheres capazes de resistir e de encorajar outros a marchar. E continuando a adaptar a bela metáfora americana projectada após a eleição de Obama, Amílcar e Luther King marcharam, sim, permitindo que outros pudessem correr. Agora, na corrida de Obama descobre-se que, a seguir, qualquer pessoa, de qualquer raça, credo ou origem social, pode voar, por enquanto talvez só na América, mas um dia, talvez, em todos os pontos do planeta.
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David Borges, DN online, 18-01-2009

Terapia regressiva: E se for possível viajar até às vidas passadas?

Regredir a uma vida passada pode ser curativo. Mesmo que a memória não seja real, mas, sim, uma projecção da imaginação. A terapia regressiva procura no passado respostas para problemas do presente.

Não se trata uma prática esotérica nem tem como pressuposto a crença numa crença espiritual. É uma técnica terapêutica que deve ser usada apenas por profissionais qualificados.

A hipótese é fascinante: Será que já tivemos várias vidas? Em caso afirmativo, será possível lembramo-nos do que fomos e vivemos? E que utilidade pode ter? Há mais de 20 anos, um respeitado psiquiatra americano, Brian Weiss, ousou afirmar a tese de que temos muitas vidas e que é possível aceder a essas memórias. Mais: é possível resolver graves problemas psicológicos regredindo no tempo até à sua origem, que tanto pode ser nesta como noutras vidas.

A controvérsia estava lançada fora dos círculos religiosos e esotéricos. Na comunidade científica, o assunto deixou de ser tabu e a terapia regressiva é usada, em todo o Mundo, por profissionais credíveis. Tal não significa, porém, que haja provas científicas da existência de vidas passadas. O que existe, garantem vários especialistas, é provas da eficácia terapêutica desta técnica.

"Há evidências que apontam no sentido de existirem vidas passadas, mas o terapeuta não tem de fazer qualquer classificação. O que é importante é buscar um sentido àquilo que o inconsciente do paciente foi buscar, porque, se o inconsciente seleccionou uma memória ou imagem e não outra, isso tem significado ", explica Mário Simões, professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Lisboa e percursor da Terapia pela Restruturação Vivencial Cognitiva em Portugal.

"É difícil saber se são memórias verdadeiras ou projecções da imaginação. O nosso cérebro não há indicações, mesmo analisando electroencefalogramas, que permitam distinguir a realidade da fantasia. Em termos terapêuticos, essa distinção não é relevante", acrescenta Vítor Rodrigues, psicoterapeuta e presidente da Associação Transpessoal Europeia.

As sessões de terapia regressiva, com recurso a técnicas hipnóticas ou de relaxamento, permitem ao paciente entrar num estado alterado de consciência que facilita a recordação de memórias inconscientes. Não é obrigatório que sejam de vidas passadas. Podem ser da infância ou de qualquer momento da vida do paciente. O que se pretende é ir à origem do problema e relacionar o que surge com o presente. Dar esse sentido é perceber o "para quê?" dos acontecimentos da vida e atribuir um novo significado, sublinha Mário Simões.

Esta abordagem, segundo os dois especialistas, deve ser feita por profissionais com formação adequada e nunca por curiosos, curandeiros ou praticantes de ofícios esotéricos. "Hipnotizar é fácil. Tratar as memórias que surjam de forma a ajudar o paciente é que é mais difícil. Se o processo não for bem conduzido, pode ser perigoso", alerta o psiquiatra.

Aplicações terapeuticas

Fobias
Caracterizadas por serem um medo intenso, irracional e disfuncional, as fobias são pertubações tratáveis através de terapia regressiva. Busca-se a origem no passado e desprograma-se a fobia.
Ansiedades e depressões
Problemas de stress, tensão e depressão, principalmente quando a origem permanece desconhecida, podem melhorar através desta terapia.

Dores crónicas
Um estudo realizado pela equipa de Mário Simões demonstrou que 30% de pacientes com dores crónicas ficaram completamente bem e os outros 30% tiveram melhorias significativas com esta técnica. De uma maneira, geral, doenças psicossomáticas, em que a causa é psicológica, são passíveis desta abordagem.
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in JN online, 18-01-2009

sábado, 17 de janeiro de 2009

A Solidão...

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Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...isso é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...isso é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos...isso é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida...isso é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...isso é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma ...
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(Francisco Buarque de Holanda)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Portugal no seu melhor...

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(Clique sobre o anúncio para o ler bem)

Jantar de despedida do presidente Bush...

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(Clique sobre a imagem se a quiser ver maior)

Os 'Quiriquiriquiriquiriqui': A Luta Continua...

O Expresso acompanhou o primeiro dia da pré-campanha eleitoral à Câmara de Lisboa de Neto e Falâncio - os "Homens da Luta" do humor português. De megafone na mão e bigode à PREC, os irmãos radicais escolheram locais estratégicos, espreitaram a agenda dos nossos políticos, e apareceram de forma estridente para criar confusão e atormentar. A luta é negra!

in Expresso online, 16-01-2009

Veja o vídeo:

Youtube na televisão...

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Descrito várias vezes como a nova televisão, o Youtube decidiu transformar o rótulo em realidade e vai mesmo poder ser visto no pequeno ecrã.

O primeiro passo em direcção à televisão surge exclusivamente através das consolas Playstation 3 e Wii, da Nintendo. A versão beta do canal Youtube já está a funcionar e basta aceder a www.youtube.com/tv para ver as emissões na caixinha mágica.

O canal possui um interface de qualidade superior para poder ser visto com mais qualidade de imagem, e que lhe permite “descobrir, assistir e partilhar vídeos do Youtube em qualquer televisor com apenas alguns cliques no comando”, pode ler-se no blog do famoso site de vídeos. A navegação fácil e o texto grande, torna ainda fácil a sua visualização, e a opção de deixar correr os vídeos relacionados tornam o canal ainda mais parecido a uma emissão de TV.

Para expandir este serviço, o Youtube já está a tratar de garantir que a indústria dos aparelhos de TV com browser de internet se desenvolva, para que seja possível digitar o endereço do canal em mais aparelhos do que a PS3 e o Wii.

Ver o Youtube na televisão não é novidade, visto que já era possível ligar o portátil a um televisor, através de um cabo VGA. No entanto, a qualidade dos vídeos, digitalizados para poderem ser vistos no pequeno ecrã do computador, não satisfazia. Este parece ser o primeiro passo do Youtube em direcção à indústria televisiva.
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in JN online, 16-01-2009

Os 10 melhores momentos de George W. Bush...

O apresentador de televisão e humorista norte-americano assinalou, no seu programa "The Late Show", os 10 principais momentos do consulado de George W. Bush que agora termina.

David Letterman, que é um dos apresentadores mais famosos dos EUA, lamentou não ter a gravação em que George W. Bush chama "grecianos" aos "gregos".

in JN online, 16-01-2009

Veja o vídeo:

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"Horta do Zorate" é um blogue pessoal, editado por Alberto João (Catujaleno), cidadão do mundo, fazedor desencostado, em auto-construção há 59 anos.