Destas mãos que falam, saem gritos d'alma, gemidos de dor, às vezes, letras com amor, pedaços da vida, por vezes sofrida, d'um iletrado escritor. Saem inquietações, também provocações, com sabor, a laranjas ou limões. Destas mãos que falam, saem letras perdidas, revoltas não contidas, contra opressões, das nossas vidas! (AJoão)

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Foi dito por João Paulo Guerra...

"Fica assim a democracia: os cidadãos, que votam de quatro em quatro anos segundo cardápios que ninguém cumpre, pagam e calam-se, de acordo com o que a classe política decide a seu próprio respeito em causa própria."

João Paulo Guerra, "Diário Económico", 31 de Outubro de 2008, reproduzido pelo Público online.

Justiça quer que este homem mate...

"A Polícia Judiciária deteve, pela 15ª vez, um homem suspeito de ter cometido um roubo com arma de fogo, em Lisboa. O suspeito terá roubado 300 euros a um homem, esta madrugada.

Em comunicado, a Polícia Judiciária (PJ) adianta que, aquando do crime, a vítima foi perseguida a pé e ameaçada com uma arma de fogo. Ao detido foi apreendido um martelo próprio para quebrar vidros de automóveis e duas armas brancas.

"O arguido, de 29 anos, já possuía vastos antecedentes criminais, especialmente na área do furto e roubo com arma de fogo, tendo já sido detido ao longo dos últimos anos por mais de 15 vezes. Há fortes suspeitas de que seja toxicodependente de drogas duras: heroína e cocaína", refere a PJ.

O detido vai ser interrogado pelo Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa para aplicação da medida de coacção.

A nota da PJ refere também que desde o início do ano, a directoria de Lisboa, na área do crime violento, já fez mais de 150 detenções, tendo sido aplicada a prisão preventiva a cerca de 48 por cento dos detidos."

in JN online, 31-10-2008

Juridicamente está encontrado o culpado, mas...

"José Pais, 37 anos, desconfiava de que a mulher lhe era infiel. Por isso impôs uma condição antes de assinar o divórcio, há três semanas: não queria outro homem a dormir naquela que fora a sua casa durante 15 anos, em Moreira, Nelas. Ontem, à 01h00, o operador de máquinas antecipou o regresso de Espanha por um dia e apanhou a ex-mulher, de 31 anos, com o companheiro, de 48 anos. Abateu os dois a tiros de caçadeira, disparados à queima-roupa, e levou os quatro filhos a casa dos sogros.

Depois de entregar as crianças aos avós, o homicida esperou calmamente pela GNR. Os pormenores do crime foram depois conhecidos: antes de entrar na divisão onde estava a ex-mulher e o namorado, José Pais reuniu as crianças no mesmo quarto. Sem fazer barulho, um bebé de ano e meio, duas meninas gémeas com seis anos e um rapaz de dez obedeceram ao pai.

A seguir, e sempre empunhando uma caçadeira, abriu a porta do antigo quarto e disparou três tiros. Os primeiros dois sobre José Martins, que se encontrava de pé e esboçou uma tentativa de defesa, o último na testa de Fátima Pereira, deitada na cama. Tiveram morte imediata. Os menores, que ouviram os disparos e os gritos da mãe, foram depois levados pelo pai para casa dos avós maternos, a quem descreverem tudo.

José Pais deixou 50 euros e o carro na casa dos sogros e dirigiu-se a pé para Nelas, a fim de se entregar à GNR. Mudou de ideias e regressou ao local do crime, onde esperou pelas autoridades. Quando os militares o encontraram, confessou logo a autoria do duplo homicídio e depois levou-os ao quarto onde estavam os cadáveres.

Segundo apurou o CM, José Pais antecipou de propósito o regresso a Nelas. Após ter terminado mais um dia de trabalho na zona da Galiza, Espanha, meteu-se no seu BMW e fez a viagem sem parar. Quando chegou à ex-residência apercebeu-se que nela estava o companheiro da ex-mulher. José Pais vai ser presente hoje às 10h00 ao juiz do Tribunal de Nelas.

CRIANÇA CONTOU TRAGÉDIA AO AVÔ
Quando abriu a porta de casa ao início da madrugada e viu os quatro netos, em pijama e descalços, na companhia do pai e sem a mãe, Joaquim Pereira, 58 anos, avô materno das crianças, pensou "logo o pior". "Foi o meu neto mais velho que me disse que a mãe já devia estar morta. Ele [José Pais] não teve coragem de me dizer nada", contou ao CM Joaquim Pereira, abanando a cabeça em sinal de incompreensão.

O pai da vítima diz "desconhecer" o actual companheiro da filha e ficou "muito surpreendido" com a presença do ex-genro em Nelas. "Eles tinham assinado o divórcio há três semanas, pelo que agora tinham ambos liberdade para seguir cada um o seu caminho", refere Joaquim Pereira. "Estiveram casados 15 anos, com momentos felizes mas também alguns problemas. Ele por vezes era violento para com a minha filha, mas ela nunca se queixou de nada. Nunca pensei que ele fosse capaz de a matar", lamenta.

Joaquim Pereira diz que vai "fazer tudo" para ficar com a tutela dos netos, porque tem "condições para os criar". O caso está a ser acompanhado pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Nelas e a decisão final caberá ao tribunal.

"INFIDELIDADE E CIÚMES"
O homicida "tentou ir a pé até Nelas", mas depois optou "por esperar junto à casa", confirmou ao CM o capitão Adriano Resende, comandante do Destacamento da GNR de Mangualde. Os militares tomaram conhecimento do duplo homicídio através de uma chamada anónima efectuada para o posto de Canas de Senhorim. Chegaram ao local do crime, onde o José Pais se "entregou sem oferecer qualquer resistência física", adiantou o oficial da GNR, salientando desde logo que os homicídios terão sido cometidos devido a "questões de infidelidade e de ciúmes". A maioria dos habitantes só soube das mortes de manhã. "Realmente ouvi três tiros, mas não liguei. Só soube quando ia trabalhar", disse António Lopes. Já o taxista António Rego, que fez serviços para o casal, refere que as mortes "já não fazem qualquer sentido porque eles estavam legalmente divorciados".

PORMENORES

VÁRIOS PAÍSES
José Pais começou a trabalhar muito jovem e especializou-se na condução de máquinas de terraplanagem. Já trabalhou na Irlanda, Inglaterra, Holanda e ultimamente estava em Espanha.

ÓRFÃO
O autor do crime nasceu em Oliveira de Barreiros, entre Viseu e Nelas. Na aldeia só vive família afastada – os pais morreram há vários anos.Quanto ao companheiro da ex-mulher, era de Vilarelho da Raia, Chaves.

CHAVES
Os vizinhos disseram que o casal esteve "há vários anos a residir na zona de Chaves" por motivos profissionais. Depois voltou a Nelas e construiu a casa onde ocorreu o crime."

in CM online, 31-10-2008


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Loureiro dos Santos, alerta ou ameaça?...

"Essa gente pode fazer alguns disparates, que poderão ter uma certa repercussão pública não só nacional, mas até internacional e portanto ter também efeitos muito negativos para a nossa democracia avançada e madura."


General Loureiro dos Santos, num alerta para o desespero dos jovens militares na sequência das políticas do Governo para o sector. TSF, 30/10/2008, reproduzido pelo Expresso online.





quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Foi dito pelo juiz Rui Rangel...

"A Inspecção-Geral das Finanças reduziu a privacidade dos seus funcionários a um código de barras"

Rui Rangel, juiz desembargador, "Correio da Manhã", 29 de Outubro de 2008, reproduzido pelo Público online.



terça-feira, 28 de outubro de 2008

Fernando Nobre, presidente da AMI, lança o livro "Imagens contra a Indiferença"...





Coração artificial parece humano...

"É uma máquina, feita à base de tecido animal e peças de titânio. Tem tecnologia de orientação de mísseis ao serviço da humanidade. O inventor diz que é o coração artificial mais parecido com o humano, desenvolvido, em segredo, nos últimos 15 anos.

Três décadas após o primeiro transplante de um coração, de um humano sem vida para outro a renascer, a humanidade ganha um novo ânimo, e uma nova arma, na luta contra as doenças cardíacas, ainda a maior causa de morte no Mundo.

Dados frescos da Organização Mundial de Saúde, os ataques cardíacos e os acidentes vasculares cerebrais são a causa de 32 % de todas as mortes no sexo feminino e representam 27 % entre os homens. No total, morrem cerca de 17 milhões de pessoas por ano, vítimas do coração.

Com cerca de um quilo de peso, o coração artificial do professor Alain Carpentier é revestido de tecido animal especialmente tratado para evitar rejeições. Inserido na cavidade torácica do paciente, deixa de fora apenas a bateria, com duração de cinco horas.

"O objectivo é permitir aos pacientes uma vida social normal. De alguns passos para uma cadeira de rodas para uma corrida, obviamente não uma maratona", disse Alain Carpentier, um dos rostos da máquina.

O novo coração humano, que usa a tecnologia de orientação de mísseis para identificar e reagir a alterações da pressão sanguínea, foi desenvolvido em segredo, nos últimos 15 anos, em conjunto com engenheiros do Instituto Aeroespacial franco-alemão EADS.

Pronto a ser produzido a nível industrial
Laboratórios na América, no Japão e na Coreia do Sul também estão a trabalhar na criação de corações artificiais. Os franceses dizem que produziram o melhor. "Se mostrar um electrocardiograma a um cardiologista ele vai dizer que é de um coração humano", garantiu Alain Carpentier.

"O novo coração está pronto e precisa de ser produzido a nível industrial", disse Carpentier, que chefia do gabinete de pesquisas de próteses cardíacas no Instituto Pompidou, em Paris. O desenvolvimento do protótipo custou 55 milhões de euros; estima-se que a máquina, se aprovada, venha a custar cerca de 140 mil euros.

O coração artificial já foi testado em vacas. Assim que houver aprovação das autoridades de saúde francesas, vai ser colocado em 20 voluntários. "Não podia continuar a ver jovens e pessoas activas de 40 anos a morrer de ataque cardíaco", disse Alain Carpentier. O cientista acredita que, em 2010, o coração mecânico possa estar a bombear sangue humano; a salvar vidas."

in JN online, 28-10-2008


Veja o vídeo:

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Avó de 56 anos dá à luz três netas...


"Três meninas foram trazidas ao mundo, não pela mãe mas sim, pela avó de 56 anos, que se ofereceu para carregar na sua barriga um neto gerado in vitro a partir de óvulos de uma filha. Em vez de um neto deu à luz... três gémeas prematuras.

O caso insólito aconteceu no Ohio, Estados Unidos, e está a despertar mais críticas positivas do que negativas, nomeadamente no blog que a família criou e onde explicam todo o processo, desde a ideia até ao nascimento das meninas.

Devido a problemas de saúde, Kim, que já tem dois filhos adolescentes, viu-se obrigada a fazer uma histerectomia há cerca de 7 anos. Mas a vontade de voltar a ser mãe não desapareceu e, após uma tentativa de adopção falhada, Kim contou à mãe, Jaci que estava a pensar na adopção fora do país. Mas Jaci, que se define como uma “mãe leoa”, ofereceu o seu ventre para a gestação de um bebé do casal.

Kim e Joe fizeram fertilização in vitro e os embriões foram implantados no útero de Jaci. A 11 de Outubro, Carmina Ann, Elizabeth Jacilyn e Gabriella Claire, as três meninas, duas delas idênticas, nasceram com apenas 31 semanas, mas encontram-se bem de saúde embora estejam a recuperar no hospital.

“Nós nunca teríamos mais um filho biológico. Ela (Jaci) deu-nos o derradeiro presente de uma vida. A multiplicar por três. Nem sei como lhe poderei agradecer”, escreve Kim, no seu blog."
in JN online, 27-10-2008

Li hoje num blog um post que fala de Natália Correia...

Caíram lágrimas...caiem sempre que a leio ou oiço algo escrito por ela...

A maior mulher do mundo...

É uma holandesa de 2,26m e 145kg...






Zona de banhos protegida com salva-vidas...




domingo, 26 de outubro de 2008

Erro de medicação mata 7.000 portugueses por ano...


"A administração errada de medicamentos aos doentes hospitalizados é responsável pela morte anual de 7.000 portugueses. Apesar de serem evitáveis, "estes erros existirão sempre e sem culpados" pois "é o sistema que falha", disse à Lusa a presidente da Associação Portuguesa dos Farmacêuticos Hospitalares.

Aida Batista é a presidente da Associação Portuguesa dos Farmacêuticos Hospitalares (APAH) e reconheceu que o erro de medicação nos hospitais "existe e vai sempre existir".

"Não se trata de um erro humano, mas sim do sistema", esclareceu, lamentando que muitos destes erros sejam escondidos, por receio dos profissionais serem acusados.

É ao próprio sistema que o erro é atribuído, pois "apesar de os profissionais trabalharem com o maior cuidado, pode existir uma falha", disse. De acordo com Aida Batista, o erro pode acontecer pelas mais variadas situações, desde que o médico prescreve o medicamento (por letra ilegível ou por confusão na dose), à farmácia que o distribui (confundindo as embalagens, por exemplo), ou o enfermeiro que o dá ao doente (que pode ser o doente errado).

"Os erros podem acontecer em qualquer destas fases do processo", disse a presidente da APFH, que há anos se preocupa com esta questão. Este erro é responsável por 7.000 mortos em Portugal, segundo dados corroborados pela autoridade que regula o sector do medicamento (Infarmed).

Os casos não são exclusivos em Portugal. Nos Estados Unidos, por exemplo, entre 44 mil a 98 mil doentes hospitalizados morrem anualmente devido ao erro de medicação.

Aida Batista considera que só quando os hospitais estiverem ligados a um sistema centralizado e igual para todas as instituições é que o erro poderá diminuir.

A presidente da APFH lamenta que não haja em Portugal uma cultura de segurança, razão que, na sua opinião, leva a que os programas de segurança se limitem muito à farmácia do hospital.

"Todos os profissionais de saúde estão envolvidos no fornecimento de medicamentos: o médico, porque prescreve, a farmácia, porque dispensa e o enfermeiro, porque administra o fármaco", pormenorizou.

"Todos são humanos e, por isso, todos podem errar, mas neste caso é o sistema que falha", explicou a presidente da APFH."
in JN online, 26-10-2008

"Após o 25 de Abril, o sistema educativo em Portugal não se conseguiu libertar do anátema de politizar as questões relacionadas com a educação."...


"Seja qual for o Governo, seja qual for o ministro, há uma verdade que o tempo se tem encarregado de tornar indesmentível: os professores manifestam-se, protestam, fazem greve.

Normalmente, essa actividade contestária da classe docente resulta na demissão do responsável pela pasta da Educação. Mas, nos tempos que correm, a situação é diferente. Maria de Lurdes Rodrigues, que ostenta o título de governante que enfrentou a maior manifestação de sempre - 100 mil professores saíram à rua em Março último -, tem resistido à força dos cartazes e das palavras de ordem e na sua agenda estão já assinalados mais dois dias de luta, a 8 e 15 de Novembro.

Mas, afinal, por que protestam tanto os professores? A pergunta não é de resposta fácil, mas há uma justificação, avançada pelo antigo ministro Couto dos Santos, que pode muito bem ser o ponto de partida para outras análises. "Após o 25 de Abril, o sistema educativo em Portugal não se conseguiu libertar do anátema de politizar as questões relacionadas com a educação." Depois, vêm as razões mais directas, enumeradas pelos próprios docentes, por quem os representa, por quem está do outro lado e mesmo por quem assiste de fora: desrespeito por parte da tutela; adopção de medidas que alteram os fundamentos da escola pública; mudança de regras e introdução de normas de rigor e exigência; e ausência de constrangimentos de natureza contratual que os [professores] possam fazer sentir em perigo.

Independentemente da validade de cada uma ou de todas elas, é difícil pôr de lado a ideia de uma certa vulgarização da manifestação. É a "coreografia ou ritualização da contestação sindical", nas palavras do professor e bloguista Paulo Guinote.

Uma vida de protestos

Nos próximos dias 8 e 15, os professores voltarão a sair à rua para protestar contra a política educativa do Governo. "Oito meses depois da marcha de oito de Março, os professores farão um grande oito de Novembro".

É este o lema mobilizador da Plataforma Sindical dos Professores, que congrega as organizações mais representativas da classe. Sete - e não oito - dias depois, uma nova manifestação, desta feita organizada por diversas associações do sector. Sinal de divisão? Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof - a maior federação sindical - diz que a classe dos professores não está tão dividida como se quer fazer crer. "Somos suficientemente unidos para nos juntarmos e suficientemente preocupados para reivindicarmos", sintetiza, sublinhando que esta é uma das razões de base por que os docentes se manifestam tão frequentemente.

Não obstante, prossegue o sindicalista, há motivos mais palpáveis. "No sector da Educação, os governos, particularmente desde o de Durão Barroso, tomaram medidas que têm vindo a alterar profundamente os fundamentos da escola pública". Decisões que, na sua opinião, se traduziram em desinvestimento e num modelo de gestão em que o professor é cada vez menos chamado a participar. Como resultado disso, afirma, a estabilidade dos profissionais foi ferida. "Se alguém vive todos os dias a escola são os professores, que, em alguns casos, até são o seu suporte financeiro, pondo à disposição o seu próprio material. E em troca recebem o quê? Desrespeito e falta de reconhecimento, através de ataques às carreiras e aos horários", acusa Mário Nogueira, referindo-se em concreto à política seguida pela actual ministra, Maria de Lurdes Rodrigues.

Uma política que, nas palavras do secretário de Estado da Educação, mais não pretende do que instaurar regras de rigor e de exigência. Valter Lemos admite que houve, nesta legislatura, uma alteração significativa à organização do trabalho dentro da escola, que obriga a uma maior permanência do docente no estabelecimento de ensino, bem como a introdução do princípio de carreira, por ser a única classe que não o tinha. "São alterações profundas, estruturais", reconhece, afirmando, por isso, compreender a "perplexidade, intranquilidade e estupefacção" dos professores. E como estamos a falar de uma classe com cerca de 150 mil profissionais, cada situação abrange sempre um elevado número de pessoas. Outra razão que favorece o protesto.

Santana Castilho, que já foi secretário de Estado dos Assuntos Pedagógicos no Governo liderado por Pinto Balsemão, recua até ao tempo do marquês de Pombal para dar conta da insatisfação permanente da sociedade face às questões da Educação. "Há, ciclicamente, um conflito entre a sociedade, a escola e o sistema de ensino, em Portugal ou em qualquer parte do mundo ocidental, como está a acontecer em Itália e em França", testemunha o agora professor de Organização e Gestão do Ensino. Mas... "em 34 anos de democracia nunca vi uma política para a Educação tão acintosa", arrisca, frisando que os docentes "estão cansados, fartos, não aguentam o que se está a passar". E o que se está a passar é, diz, uma política para formar mão-de-obra mais rapidamente, mais barata e menos reivindicativa. Nesse sentido, entende que, se noutras alturas houve greves ou manifestações questionáveis, agora não é assim.

Essas greves ou manifestações questionáveis são definidas por Paulo Guinote como "a coreografia ou ritualização da contestação sindical". O professor e autor do blogue "A educação do meu umbigo" enquadra a tendência pró-protesto da sua classe na circunstância de os docentes constituírem o grupo profissional qualificado mais numeroso a trabalhar para o Estado e, também, pelas condições em que desde há muito se viu obrigado a trabalhar (precariedade do vínculo laboral de muitos milhares durante vários anos, instabilidade nas colocações, inexistência de apoio em caso de desemprego).

Guinote, que assume ter feito a sua estreia em manifestações apenas este ano e já lecciona desde 1987, considera que a tal coreografia da contestação - "muito marcada durante os anos 90 e aceite tácita ou mesmo activamente pelos sucessivos governos" -, para além de ter eventualmente saturado quem está de fora, também cansou muitos docentes, apontando-se a ele próprio como um exemplo. E do rol de culpados constam os sindicatos. "Incapazes durante muito tempo de uma renovação de mentalidades, deixaram-se adormecer por essa ritualização negocial baseada em acções de rua seguidas de umas quantas reuniões de gabinete em que as coisas lá se resolviam, com as assinaturas dos acordos a variarem conforme o partido no poder".

O docente, que se assume como "alguém que está longe de ser um tradicional activista da constestação", deixando claro que nunca foi sindicalizado nem integra os recém-formados movimentos de professores, entrou agora na luta de rua por a Educação ser, neste momento, "a arma política por excelência deste Governo". "O uso das escolas como locais para uma despudorada pré-campanha eleitoral é algo que choca qualquer observador neutro, quanto mais aqueles que nela trabalham", desabafa.

Neste ponto, vai ao encontro de Mário Nogueira quando o dirigente sindical afirma que o início deste ano lectivo foi usado pelo Governo para valorizar os equipamentos (o famoso Magalhães, os quadros electrónicos...) e ignorar os professores. "Aliás, quando se referiram aos professores (os membros do Governo) foi apenas para dizer que já lá vai o tempo do facilitismo".

Na verdade, o que faz falta é um consenso. Couto dos Santos, que já passou pelo Ministério da Educação e que recorda os protestos quase diários de que foi alvo - não é, portanto, de estranhar que fale em vulgarização da manifestação e sua consequente descredibilização - defende que o presidente da República deveria assumir a questão da Educação como um desígnio e promover um debate supranacional, que ajudasse a resolver o handicap do país em relação a outros países.

Consenso ou concertação, como aponta Ivo Domingues. O sociólogo da Universidade do Minho, que escreve e reflecte sobre temas da Educação, lamenta a não existência em Portugal de uma cultura da política favorável à concertação. "Temos o Governo a legislar sem ouvir convenientemente os parceiros e movido por uma agenda política em que o tempo é erradamente concebido. As mudanças fazem-se muito por decreto. E temos sindicatos que apenas existem para defender o que há. Precisamos de governos que negoceiem mais as medidas e sindicatos que sejam parceiros na antecipação do futuro", observa.

Como este cenário não se verifica e como os professores têm uma identidade profissional muito própria, o resultado está à vista: manifestações e mais manifestações. Do ponto de vista da análise sociológica, a questão da identidade profissional é muito importante, segundo Ivo Domingues. Ou seja, na medida em que os professores se vêem a eles próprios como formadores de personalidades e de cidadãos, assumem para eles o comportamento de cidadania que lhes permite dizer com toda a liberdade o que pensam. "E como não têm constrangimentos de natureza contratual que os possa fazer sentir em perigo, porque o patrão é o Estado e é ao Estado que compete garantir todos os direitos de cidadania"..., avançam para a rua.

Mas será que esta falta de concertação é exclusiva do sector da Educação? Não, diz o sociólogo. A questão é que, explica, os médicos e os juízes, por exemplo, têm outros palcos de influência e de defesa dos seus interesses. "Estão mais representados nos órgãos centrais do Estado", sintetiza."
in JN online, 26-10-2008

Fernanda Serrano: Regresso emocionado aos palcos...


«"Obrigado." Foi a única palavra que a actriz proferiu, além do guião do espectáculo ‘Confissões das mulheres de 30’ (com Maria Henrique e Ana Brito e Cunha), que marcou, anteontem à noite, em Famalicão, o seu regresso aos palcos, após nove meses a lutar contra o cancro da mama.

Bem-disposta, sorridente e em grande forma, Fernanda Serrano emocionou e emocionou-se, com um auditório a rebentar pelas costuras. Ontem houve novo espectáculo, na Casa das Artes famalicense, com os 500 lugares esgotados.

Mais do que vibrar, o público ficou agradavelmente surpreendido. 'É, de facto, uma grande actriz. Na minha opinião, muito melhor no teatro do que na televisão', disse ao CM uma das espectadoras da peça.

A tonalidade negra do palco (cenário e roupa, com excepção do top branco) contrastava com um extraordinário brilhantismo da peça, com momentos de humor e outros de profunda reflexão.

Todos sabiam, público e actrizes, que as atenções estavam centradas no regresso de Fernanda Serrano, mas esse aspecto foi completamente ultrapassado pela qualidade do texto e pela performance das actrizes.

Não houve declarações aos jornais e foram proibidas as fotografias na sala, com excepção do fotógrafo oficial. Mas Fernanda Serrano não se escondeu e apresentou-se muito sorridente e descontraída.

Nas cinco centenas de pessoas que lotaram o auditório, não havia amigos pessoais nem familiares de Fernanda Serrano, mas os intensos aplausos do final, com toda a gente em pé, revelaram que estavam ali fervorosos admiradores da artista.

Toda a gente com quem falámos, foi unânime em considerar que 'valeu a pena' ter vindo naquela noite 'ver a Fernanda'.

À saída como à chegada, Fernanda Serrano esteve sempre muito sorridente. Optou por roupa escura (foi assim que se vestiram as três actrizes) e, à chegada, por uns generosos óculos de sol. Palavras para os jornalistas é que não houve. Nem acreditações para a peça.»
in CM online, 26-10-2008

sábado, 25 de outubro de 2008

Portugal em crise há 865 anos...



Relógios atrasam uma hora este domingo...


"Os cidadãos dos 27 países da UE atrasam uma hora os seus relógios na madrugada deste domingo, dia 26, quando termina o horário de Verão e começa a aplicar-se o de Inverno.

Com a mudança, três Estados membros (Reino Unido, Irlanda e Portugal) seguirão o horário GMT, enquanto que a Espanha, Áustria, Bélgica, República Checa, Dinamarca, França, Alemanha, Hungria, Itália, Luxemburgo, Malta, Polónia, Eslováquia, Eslovénia, Suécia e Holanda acertarão os seus relógios para GMT+1.

A mudança de horário, que se efectua duas vezes ao ano, está regulado por uma directiva europeia de 2001, que fixa como datas para a modificação o último domingo de Março e o último domingo de Outubro.

O objectivo desta medida, que se começou a generalizar a partir de 1974, após a primeira crise do petróleo, é a poupança energética, mediante um menor consumo em iluminação.

Por seu lado, a Bulgária, Chipre, Estónia, Finlândia, Grécia, Letónia, Lituânia e Roménia alteram a hora para GMT+2.

Não obstante, a alteração da hora tem também os seus detractores, que asseguram que a mudança tem efeitos prejudiciais sobre a saúde humana e animal, ligados à secreção de melatonina, uma proteína que regula o sono.

"Não deixa de ser um artifício que vai, nos primeiros dias, afectar o ritmo habitual das crianças e dos pais", defende a pediatra Rosa Gouveia, da Sociedade Portuguesa de Pediatria.

Estas alterações verificam-se sobretudo no "horário das refeições, na hora de ir para a cama e na hora de acordar de manhã, assim como no horário escolar", acrescentou a médica.

A pediatra adverte que se as crianças forem "forçadas subitamente a seguirem um novo horário" podem apresentar episódios de irritabilidade e cansaço.

Rosa Gouveia aconselha que a transição da hora se dê de forma progressiva "recuando" os horários 10 ou 15 minutos por dia para que haja uma adaptação gradual. "Regra geral, ao fim de uma semana a criança já está adaptada", referiu.

Opinião semelhante tem o presidente da Associação Nacional de Professores, João Henrique Grancho, uma vez que alguns docentes verificam um "dispersamento ligeiramente maior" nos alunos, nos dias imediatos à alteração da hora."
in JN online, 25-10-2008

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Dirigentes europeus à procura da solução para a crise...


A coisa está Preta para os Vermelhos...


"As eleições americanas são o mais interessante dos jogos. Como em toda a parte, o objectivo é atingir a maioria. Mas, para pôr o jogo mais renhido, os americanos inventaram umas dificuldades. Que são: não é uma eleição, são 50; estas têm valores variáveis (tanto podem valer 55 pontos, como três); e quem ganha uma das 50 eleições ganha todos os seus pontos. Há que olhar para o campeonato anterior: o azul de então (Kerry, antecessor de Obama) teve 252 pontos, perdeu; o vermelho (Bush, antecessor de McCain), 286, ganhou. Há treino durante meses, mas o jogo é a valer no último mês. Campeonato actual: os azuis precisam de conquistar 18 pontos; os vermelhos só podem perder 16 pontos. Porque a regra fundamental do jogo é: ganha quem tiver 270 pontos ou mais. Todos os dias, os placards mostram os últimos resultados (sondagens). Situação actual (24/10): os vermelhos não ganharam nada aos azuis; os azuis, tendo o pleno de Kerry (252), foram buscar aos vermelhos o Novo México, o Iowa e a Virgínia (25 pontos). Total provisório dos azuis: 277. Prognóstico antes do fim do jogo: a coisa está preta para os vermelhos. O que é tradição na América."
Ferreira Fernandes, DN online, 24-10-2008

Maria Filomena Mónica: «Há para aí três pessoas cultas em Portugal»...

Na Visão online, 24-10-2008




Justiça portuguesa no seu melhor...

"O Supremo Tribunal de Justiça pôs em liberdade um cidadão espanhol indiciado do crime de tráfico de droga, por ter expirado prazo legal de prisão preventiva.

Segundo a fonte, o indivíduo estava preso preventivamente desde o início de Dezembro de 2007, depois de ter sido detido pela Polícia Judiciária (PJ) por alegadamente pertencer a uma rede ibérica que importava cocaína da América do Sul.

O indivíduo, de 48 anos e já com antecedentes criminais por tráfico de droga, foi detido pela PJ numa residência em Troviscoso, Monção, e é apontado como sendo o responsável pela ligação à vertente sul-americana da organização. Seria ainda o "químico" responsável pelo laboratório de tratamento de cocaína que funcionava naquela residência.

Na operação, a PJ deteve na mesma residência um outro cidadão espanhol e um português e apreendeu seis quilogramas de cocaína, que valem no mercado entre 250 e 500 mil euros, e alguns pés de cannabis, tendo ainda desmantelado aquele laboratório."

in JN online, 24-10-2008

Operário em Construção...


Era ele que erguia casas
Onde antes so' havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as asas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Nao sabia por exemplo
Que a casa de um homem e' um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa quer ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato como podia
Um operário em construção
Compreender porque um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pa', cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com sour e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Alem uma igreja, à frente
Um quatel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Nao fosse eventualmente
Um operário em contrucão.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
`A mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma subita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão
Era ele quem fazia
Ele, um humilde operário
Um operario em construção.
Olhou em torno: a gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Nao sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua propria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro dessa compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu tambem o operário
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele nao cresceu em vão
Pois alem do que sabia
- Excercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edificio em construção
Que sempre dizia "sim"
Comecam a dizer "não"
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uisque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução
Como era de se esperar
As bocas da delação
Comecaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão
Mas o patrão nao queria
Nenhuma preocupação.
- "Convencam-no" do contrário
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isto sorria.
Dia seguinte o operário
Ao sair da construção
Viu-se subito cercado
Dos homens da delação
E sofreu por destinado
Sua primeira agressão
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vao sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras seguiram
Muitas outras seguirão
Porem, por imprescindivel
Ao edificio em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.
Sentindo que a violência
Nao dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobra-lo de modo contrário
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher
Portanto, tudo o que ver
Sera' teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse e fitou o operário
Que olhava e refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria
O operário via casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!
- Loucura! - gritou o patrão
Não ves o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que e' meu.
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martirios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silencio apavorado
Com o medo em solidão
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arratarem no chão
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão
Uma esperanca sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razao porem que fizera
Em operário construido
O operário em construção
(Vinícios de Morais)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Faz hoje 33 anos que o meu Herói partiu...



Ás vezes, muitas vezes, ainda me sinto assim nas mãos DELE...





23 de Outubro de 1975. Tal como hoje, uma Quinta-Feira. Cerca das 17 horas a voz da telefonista soa nos altifalantes da Fábrica com o seguinte pedido: "Atenção Alberto, é favor atender o telefone"...era hábito ouvir aquela mensagem, já que a Fábrica era razoavelmente grande, e eu, apesar de ter apenas 17 anos, tinha já algumas responsabilidades com o exterior, mas...daquela vez, a voz da Ana Maria estava diferente...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Apelo de Miguel Sousa Tavares: «Venha cá, escolha o que quiser, mas devolva-me o meu trabalho»...


"Miguel Sousa Tavares declarou ao jornal 24 horas que depois dos acontecimentos do fim-de-semana, quando lhe assaltaram a casa, já está a instalar um alarme de segurança e vai mandar montar grades nas janelas.

O escritor foi passar o fim-de-semana ao Porto e quando chegou à sua casa na Lapa, em Lisboa, deparou-se com a falta do seu computador portátil, bem como com alguns documentos remexidos.

Diante da perda de «um ano de trabalho» Miguel Sousa Tavares faz um apelo a quem lhe roubou o computador para lho devolver. «Trocava qualquer coisa pelo meu disco rígido. Até era capaz de dizer ‘venha cá e escolha o que quiser, mas devolva-me o meu trabalho!’».

Esta já não é a primeira vez que Miguel Sousa Tavares é assaltado. Uma casa que o escritor teve no Campo de Santana, em Lisboa, também foi assaltada, mas dessa vez levaram tudo o que tinha de valor."
in SOL online, 22-10-2008

Baptista-Bastos não acredita no Pai Natal...

"Que nos oferecem Sócrates e Manuela Ferreira Leite? Nada que rompa com o estabelecido."

Baptista-Bastos, "Diário de Notícias", 22 de Outubro de 2008, reproduzido pelo Público online

Manuel Pinho ainda acredita no Pai Natal...

"Deste processo pode sair um mundo melhor, um mundo mais justo."


Manuel Pinho, ministro da Economia, manifestando-se inabalavelmente optimista sobre o futuro da situação mundial apesar da actual conjuntura económica. Rádio Renascença online, 22/10/2008, reproduzido pelo Expresso online.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Bronca no JORNAL 2 da RTP2...

21 de Outubro de 2008, 22 horas, surge no ecran da RTP2, visivelmente irritada, a apresentadora (Galo?) do Jornal 2 e diz ao país: "Não percebo! O Canal 2 até nem passa muita publicidade!"...emissão rapidamente interrompida com um spot fixo: "RTP2, quem vê, quer ver"...um minuto depois, surge publicidade promocional da RTP2, repetida sucessivamente durante alguns minutos...às 22h12 (mais ou menos)...lá começa o Jornal 2...com a mesma apresentadora com uma cara de enterro...no fim pediu desculpa aos telespectadores por o Jornal2 não ter começado à hora habitual, "devido a uma falha técnica."...




Temos dois PS's?

"O [PS] das ilhas não cobra taxas moderadoras pois considera que pagar por um serviço que a Constituição determina que seja 'tendencialmente gratuito' é 'um embuste'. Foi este PS que ganhou as regionais nos Açores."


João Paulo Guerra, "Diário Económico", 21 de Outubro de 2008, reproduzido pelo Público online.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

"À Volta do Pote" dá vida a Seara Velha, aldeia transmontana...


"Jovens criaram associação para animar aldeia.
Além de incentivarem os mais velhos a preservar o ambiente, em Seara Velha, um grupo de jovens desenvolve actividades recreativas para todos os conterrâneos. Nas festas, a comida é feita no pote. E há sempre "bailarico".

Não tem nada que saber: "Lixo que é porcaria, para um saco, folhas de papel, para outro, e os pacotes de leite, para ...". A um mês de completar 87 anos, Glória Martins meteu, à primeira, na cabeça como separar o lixo. "A senhora engenheira, honra lhe seja feita, também se explicava muito bem", justifica a idosa.

A separação de resíduos na aldeia de Glória Martins é luxo de poucos meses, altura em que foi colocado um ecoponto em Seara Velha, no concelho de Chaves. É apenas uma das acções que um grupo de cerca de 20 jovens tem vindo a desenvolver na aldeia. Além de incentivar boas práticas ambientais junto dos mais velhos, a Associação Cultural e Recreativa de Seara Velha, autodenominada "À Volta do Pote", aposta quase tudo na recreação.

Desde que foi formalmente constituída, em Abril passado, já organizou uma caminhada a um santuário religioso, jogos de futebol feminino e uma festa de Verão. Antes, ainda sem organização formal, organizaram um almoço de Natal, a festa de passagem de ano e ainda o Dia da Criança. Sempre com "bailarico" pelo meio.

"No almoço de Natal, tivemos aqui 120 pessoas. A aldeia só tem 150", lembra o presidente da Associação, Maciel Duque, para mostrar a adesão. Além disso, a Associação tem igualmente sido o motor de um projecto que um grupo de enfermeiras está a levar a cabo na aldeia, no sentido de promover estilos de vida saudáveis.

"Sempre que há uma iniciativa no âmbito do projecto, avisamos as pessoas à saída da missa para fazer com que elas participem", explica Maciel. A ligação entre a associação e o projecto é de tal forma forte que a "mascote" é a mesma: um pote de ferro. Com várias funcionalidades. Além de logotipo, serve de caixa de correio, para colocar informações relativas ao projecto, e, obviamente, para cozinhar.

"Quando fazemos feijoada, é no pote, quando fazemos calvo verde, é no pote. Está sempre presente", explica Sílvia Duque.

Na próxima sexta-feira, o projecto termina com a organização de um seminário, na Escola Superior de Enfermagem, em Outeiro Seco (Chaves), onde também será publicamente apresentada a associação. A receita proveniente das inscrições reverterá, aliás, a favor da jovem agremiação. E é mais que bem-vinda.

"Começamos do zero. As quotas são de dez euros, mas basta fazer uma festa lá vai tudo", remata o presidente. "
in JN online, 20-10-2008

Vídeo no YouTube vale pena de prisão...


"Um britânico de 28 anos colocou um vídeo no YouTube onde fazia manobras perigosas e circulava na sua moto a mais de 200 quilómetros por hora. As imagens serviram de prova e foi condenado em tribunal a 12 semanas de prisão.

Segundo a agência Reuters, esta segunda-feira, um tribunal de Oxford, no Reino Unido, retirou ainda a carta de condução a Sandor Ferenci durante dois anos e este só poderá voltar a conduzir após um novo exame.

O motociclista britânico circulou em excesso de velocidade e em contramão numa estrada de Banbury, em Ordshire, em Junho, tendo admitido em tribunal que praticou condução perigosa. O juiz classificou a condução de "lunática e irresponsável".

A denúncia chegou à polícia através de um motorista que viu Sandor Ferenci a fazer as manobras na estrada e anotou a matrícula. As imagens colocadas no YouTube valeram de prova."
in JN online, 20-10-2008

Avião da Alitalia quase chocou com OVNI...


"É um estranho caso não esclarecido e só agora divulgado. O Ministério da Defesa britânico revelou hoje que, em 1991, um objecto voador não identificado passou a curta distância de um avião de passageiros da Alitalia que sobrevoava a cidade inglesa de Kent.

O comandante Achille Zaghetti ficou tão assustado que gritou "cuidado, cuidado!" para o seu co-piloto. O comandante do voo da Alitalia disse que viu o objecto voador não identificado (OVNI) - castanho e com a forma de um míssil - a passar a uns escassos 300 metros do seu avião, quando sobrevoava a cidade britânica de Kent, em 1991.

O caso, hoje divulgado pelo Ministério da Defesa Britânico, foi investigado durante anos pela Autoridade da Aviação Civil e pelos militares, tendo acabado por ser arquivado sem que se tivesse chegado a alguma conclusão.

O mais estranho é que, logo após ter visto o OVNI, o comandante da companhia aérea italiana comunicou com a torre de controlo, que o informou de que o único objecto identificado pelo radar estaria a cerca de 10 milhas de distância do avião da Alitalia.

O avião, MCDonnell Douglas MD80 , seguia de Milão para o aeroporto londrino de Heathrow e levava 57 pessoas a bordo.

O dossiê sobre o assunto revela que uma estação de televisão local transmitiu a história de um rapaz de 14 anos, que afirma ter visto nessa noite um míssil a atravessar o céu a baixa altitude, antes de ter desaparecido entre as nuvens.

O incidente de Kent é um dos 19 casos sobre aparições de OVNI, ocorridos entre 1986 e 1992, que estão disponíveis no site dos Arquivos Nacionais da Grã-Bretanha.

Existem outros casos de passageiros de voos comerciais que dizem ter visto OVNI em 1991 quando sobrevoavam a Grã-Bretanha.

Entre os arquivos, agora revelados, consta ainda o relato de um piloto da Força Aérea americana que terá recebido a ordem para atirar sobre um OVNI que apareceu no seu radar quando sobrevoava East Anglia, no leste de Inglaterra. "
in EXPRESSO online, 20-10-2008

domingo, 19 de outubro de 2008

Filho de DURÃO apanhado com LEVES...

"Um dos filhos do ex-primeiro-ministro e actual presidente da Comissão Europeia Durão Barroso foi detido na quinta-feira à tarde, em Lisboa, quando estava a enrolar um charro. Tinha na sua posse de 6,37 gr de haxixe, o que, de acordo com a lei, é considerado tráfico.

Segundo fonte policial, Guilherme Barroso, de 22 anos, estava na companhia de amigos, na zona das Docas de Alcântara, quando foi visto por um agente da PSP a fazer o cigarro de haxixe, por volta das 19h00.

Os agentes abordaram então o grupo e revistaram os jovens. Guilherme tinha consigo haxixe numa quantidade que ultrapassa o limite daquilo que é considerado posse para consumo – dez doses.

Guilherme e os amigos foram então conduzidos à esquadra do Calvário, onde foram identificados e notificados para comparecerem em Tribunal.

Segundo o CM apurou junto de fontes policiais, Guilherme não recorreu ao nome do pai para se tentar safar. "Apenas admitiu que era filho do Durão Barroso quando lhe perguntaram", disse fonte da PSP. Guilherme foi ouvido anteontem no Palácio da Justiça e libertado com Termo de Identidade e Residência. O processo segue agora trâmites normais."

in CM online, 19-10-2008



Nós portugueses somos assim...

"Critica-se o Governo porque não dá apoios (...) e depois (...) critica-se porque está a ser eleitoralista".

Vieira da Silva, ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, "Diário de Notícias", 19-10-2008, reproduzido pelo Público online.




Este País não tem emenda. Portugal tem, de facto, uma história muito curiosa. Uma História que lhe vem dos tempos remotos. Um país que não se governa... nem se deixa governar. Quem o disse, já no século III a.c., foi um general romano em carta endereçada ao imperador, quando da conquista da Península Ibérica pelos romanos. «Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho: não se governa nem se deixa governar!».

Republicano Colin Powell anuncia apoio a Obama...


"O antigo secretário de Estado de Bush e militante republicano Colin Powell, anunciou este domingo que apoia o candidato democrata Barack Obama na candidatura à presidência dos Estados Unidos da América.

Powell afirma que quer Obama, quer McCain estão aptos a liderar o país, mas numa entrevista à cadeia de televisão NBC, revelou que Obama está mais habilitado para gerir os problemas económicos do país.

O ex-secretário de Estado expressou desapontamento com a campanha republicana, assim como com a escolha de Sarah Palin como nomeada para vice-presidente. Powell afirma que Palin não estaria preparada para ser Presidente, caso fosse necessário."
in JN online, 19-10-2008

Amazónia...


O mundo financeiro...


Poliamor é um novo modelo de relação...


"Relações múltiplas, simultâneas e consentidas. Não é só sexo. Sexo e afecto. Amores múltiplos. Poliamor. Um conceito novo para uma prática que sempre terá existido e que desafia um dos tabus maiores da nossa sociedade: a monogamia.

Uma nova forma de conjugalidade, sem exclusividade afectiva e sexual e com igualdade de direitos. O que significa que não há lugar para traições, ilusões ou infidelidades. Porque ninguém é enganado.

Não se trata de apenas sexo, como acontece com o swinging ou a infidelidade sexual consentida, em que os envolvimentos emocionais estão proibidos. No poliamor (ou polyamory), a afectividade é a dimensão mais importante.

"O poliamor retira o peso excessivo ao sexo", defende Ana ou Antidote como é conhecida no activismo do poliamor ou da não monogamia responsável. E acrescenta: "O mandamento da monogamia, da exclusividade, é substituído pelo mandamento da honestidade: não pode haver ninguém enganado".

Difere também da poligamia - prática em que um dos cônjuges (normalmente o homem) tem vários parceiros - pela democratização dos direitos. "A não fidelidade masculina era socialmente aceite, enquanto a infidelidade feminina sempre foi, e ainda é nalgumas culturas, severamente punida. O poliamor é uma estratégia de democratização das relações íntimas", sublinha João Oliveira, sociólogo e docente do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (Lisboa).

Não se sabe quantos poliamorosos existem em Portugal. A introdução do conceito, no nosso país, é relativamente recente. A mailing list poly_portugal conta com cerca de 60 participantes, número que não traduz a real dimensão da comunidade de poliamorosos em Portugal, explica Ana, uma das moderadoras do fórum.

Lara criou, há cinco anos, o site poliamor.pt, que recebe cerca de 170 visitas por mês. Mais recentemente, começaram a organizar-se, em Lisboa, encontros semanais de pessoas interessadas nesse estilo de vida.

O facto de agora começar a ser divulgado um conceito que traduz o que muitos já sentiam como sendo a sua forma de estar nos relacionamentos, mas não sabiam como designar, pode "facilitar a que apareçam mais pessoas que se identifiquem com essa prática", considera o sociólogo.

Neste modelo, não são os papéis de género que organizam a relação nem é a tradição que regula o que é ou não permitido. "É uma proposta com o objectivo de libertar as pessoas de formas de relacionamento que as limitam", sublinha o investigador.

Para Gabriela Moita, psicóloga clínica especializada em sexualidade e docente universitária, "o ser humano não é monogâmico ou polígamo por natureza". "É a socialização que nos ensina a forma de pensar e seleccionar os sentimentos, levando-nos a reprimir ou a permitir certo tipo de emoções", acrescenta.

"Quase todas as pessoas já sentiram emoções por várias pessoas ao mesmo tempo. Mas, o que normalmente acontece é a pessoa colocar-se em causa, considerando que há algo de errado consigo ou com a relação que tem. E, como é socialmente condenado, acaba por escolher um dos sentimentos", explica a psicóloga.

Este é o comportamento mais habitual, o que não significa que seja o mais saudável. "Tudo o que traga liberdade aumenta a saúde mental", frisa Gabriela Moita, acrescentando que o que causa problemas é o "amor dependente". Ou seja, "esperar que o outro nos complete e seja tudo para nós".

Trata-se, porém, de uma opção que não é fácil de assumir. À excepção de um caso, todas as pessoas que falaram ao JN solicitaram o anonimato. Por receio de sanções familiares, sociais e até profissionais. Colocar em causa a monogamia é encarado como um ataque à instituição do casamento e espoleta reacções extremas.

Mas será que as novas formas de conjugalidade são uma ameaça social? "O poliamor é uma alternativa de estilo de vida, um outro modelo de relacionamento. Não ameaça nem substitui o que já existe", defende o sociólogo João Oliveira. "
in JN online, 19-10-2008

Foi dito por Ney Matogrosso...


"Eu sou e morrerei sendo um transgressor. Sinto essa necessidade como ser humano."
Ney Matogrosso, artista brasileiro, em entrevista. Diário de Notícias, 18/10/08, reproduzido pelo Expresso online.

sábado, 18 de outubro de 2008

Vítor Baptista 'O Maior' faria hoje 60 anos...


"Chamaram-lhe muitas coisas. ‘O rapaz do brinco’. Génio. Louco. Nos tempos do V. Setúbal, dois colegas deram com ele frente a um espelho, durante um estágio, a falar para a própria imagem: "Ó meu Deus, porque me fizeste tão belo?" A alcunha ficou, ‘Meu Deus’. Devido a uma certa fanfarronice, também lhe chamavam ‘Gargantas’. Mas para si mesmo era apenas ‘O Maior’. E isso resumia a sua vida. O maior, para o Bem e para o Mal.

Se fosse vivo, Vítor Baptista faria hoje 60 anos. Nasceu em Setúbal e no Vitória iniciou-se no futebol aos 13 anos, quando já trabalhava como electricista. No percurso juvenil de-senvolveu qualidades acima da média e aos 18 anos o seleccionador José Maria Pedroto chamou-o à selecção de juniores. Estávamos em 1967, ano de outra estreia, na equipa sénior do Vitória, contra o Leixões, em jogo da Taça de Portugal. Era ainda júnior e do clube recebia em géneros: refeições pagas na Pensão Vitória.

A emergência de um talento que não tardaria a ser cobiçado obrigou os dirigentes a oferecer-lhe contrato profissional. 'Dois contos e quinhentos por mês', recorda Fernando Tomé, antiga glória do futebol sadino e o melhor amigo de Vítor Baptista nesses tempos. 'Tratávamo-nos por ‘irmão’. Houve um jornalista que um dia até nos chamou ‘irmãos siameses’.' Tomé relembra o Vítor Baptista desses tempos como 'um menino grande'. 'Para ele, a vida era uma brincadeira, um grande jogo. Tinha coração de ouro, dava a camisa pelos amigos, mas não levava as coisas a sério. Isso haveria de ser-lhe fatal.'

Após avançar do meio-campo para o ataque, Vítor Baptista marcou 33 golos pelo V. Setúbal em duas épocas. Era o jogador mais cobiçado do futebol português, com o passe avaliado em 6 mil contos. Uma fortuna em 1971. O Vitória fazia tudo para segurar a pérola mas era impossível. Surgem notícias de conversações com o Sporting, e isso bastou para o Benfica ‘perder a cabeça’:ofereceu uma das suas estrelasde sempre, José Torres, juntou-lhe dois jogadores de bom potencial, Matine e Praia, acrescentou 3 mil contos – e ganhou a corrida.

Na Luz, Vítor Baptista viria a conquistar cinco títulos de campeão nacional. Jogava na Selecção, ganhava bom dinheiro – e fazia todos os dias a viagem entre Setúbal e Lisboa no seu fantástico Jaguar 4.2, um ícone automobilístico da época. Estava no topo.

Sem que se saiba muito bem quando e onde, Vítor Baptista iniciou então uma descida vertiginosa ao Inferno. Enquanto o corpo aguentou, conciliou futebol e vícios. Voltou ao V. Setúbal, jogou no Boavista, andou por divisões secundárias – e acabou perdido nos distritais. Onde já só recebia uma sandes como ‘ordenado’. Para alimentar a dependência da droga e do álcool, começou a roubar. Foi condenado e esteve preso. Mãos amigas tentaram ajudá-lo mas já era demasiado tarde. Morreu com 50 anos. Passou pela vida quase à velocidade da bola saída dos seus pés. Ou terá sido a vida que passou por ele?

PERFIL

Vítor Baptista começou a jogar futebol nas escolas do V. Setúbal com 13 anos. Com idade de júnior, estreou-se na equipa sénior (1967). Jogou no Benfica de 1971/72 a 1977/78. Voltou ao V. Setúbal (1979). Seguiram-se Boavista, Earth Quakes (Estados Unidos), Amora, Montijo, U. Tomar, Monte da Caparica – e acabou no Estrelas do Faralhão, equipa dos regionais de Setúbal, em 1985/86

UMA VIDA DIFERENTE

O isqueiro de Pedroto: Ao serviço do V. Setúbal, Vítor Baptista teve uma tarde de glória nas Antas. Ao intervalo do jogo com o FC Porto, Pedroto, treinador sadino, acendeu um cigarro com um isqueiro de ouro que V. Baptista cobiçou. O técnico promete-lhe a preciosidade se ele marcar dois golos. Ele marcou mesmo e ao segundo correu para o banco a reivindicar o prémio.

Motorista com boné: Vítor Baptista mudou-se para o Benfica mas continuou a morar em Setúbal. Comprou um Jaguar e nos primeiros tempos arranjou um motorista para o conduzir aos treinos. Um motorista com boné.

História de fim triste: Quando a sua vida já era um pântano, Vítor Baptista trabalhou, por caridade da Câmara de Setúbal, num jardim e depois no cemitério. Vivia numa barraca. Mas dizia-se rico. 'Nasci nu e agora tenho um trapo para me vestir. Vou mais rico desta vida do que quando vim ao Mundo.'

ESTÓRIAS DE UM PERCURSO ACIDENTADO

O brinco: A história do brinco é incontornável. Perdeu-o num dérbi após marcar o golo do Benfica que deu a vitória sobre o Sporting. Nunca o encontrou e no final do jogo queixou- -se: 'Perco dinheiro a trabalhar. O brinco valia 12 contos e o prémio de jogo são só 8.'

O ‘Maior’: Em Outubro de 1976, Vítor Baptista renova pelo Benfica. Dá então uma entrevista ao jornal ‘A Bola’ que faz história. A uma pergunta do jornalista Joaquim Rita, responde: 'Sou o melhor jogador português. Há outros bons, como o Chalana, mas eu sou o melhor.' Nascia uma lenda.

Rebelde: O episódio ficou conhecido como ‘o caso de Chipre’. Antes de um jogo entre selecções, Vítor Baptista chegou atrasado a um treino. Após a chamada de atenção, insulta Juca, o seleccionador. Chama 'malucos' aos colegas. Nunca mais jogou na Selecção.

Adeus à Luz: Em 1977, sai do Benfica porque exige 650 contos mensais. O clube dá 450 e um Porsche Carrera. Recusa e regressa a Setúbal, por 100 contos/mês. Já no Boavista, ‘vinga-se’ com um golo na vitória por 2-1, na Luz.

MEMÓRIAS

Toni (treinador e ex-colega no Benfica): O Vítor Baptista era um jogador de ontem e de hoje. Nos nossos dias seria pago a peso de ouro, pois tinha aptidões físicas e técnicas fora do comum. Foi uma lástima vê-lo entrar no mundo da droga. Era um ser solidário e muito amigo do seu amigo. Algumas ‘amizades’ levaram-no ao abismo.

Octávio (ex-colega no V. Setúbal): Sempre revelou uma forma muito própria de estar na vida. No momento certo faltou- -lhe uma voz amiga. Os clubes, naquele tempo, não estavam preparados para lidar com algumas situações. O que aconteceu depois é lamentável. Prefiro recordá-lo como o grande jogador que foi.

Tomé (ex-colega no V. Setúbal): Era um bom coração. No regresso a Setúbal, depois de jogar no Benfica, não quis jogo de apresentação. Preferiu uma tourada, que ele próprio organizou. A receita, fez saber, seria metade para ele e metade para o Asilo Paula Borba. Mas nunca houve tourada porque se esqueceu de arranjar os touros. Era assim o Vítor."
in CM online, 18-10-2008

S. Pedro anda por aí...


"Como anda por aí e como infelizmente ainda não lhe arranjaram um sítio para estar, está sempre disponível e transforma essa disponibilidade numa virtude."
Pacheco Pereira, durante o programa Quadratura do Círculo da SIC Notícias, sobre a escolha de Pedro Santana Lopes como candidato do PSD à presidência da Câmara Municipal de Lisboa. Diário de Notícias, 17/10/2008, reproduzido pelo Expresso online.

Foi dito pelo Director do Diário de Notícias...

"O problema do PSD não é só não aprender com os erros e o passado. Nota-se, igualmente, que começa a não ter alternativas de pessoas, por ausência de renovação dos quadros".

João Marcelino, "Diário de Notícias", 18-10-2008, reproduzido pelo Público online.

Sócrates diz que garantia de 20 mil milhões não é "para ajudar a banca"...

"O primeiro-ministro afirmou, este sábado, que a lei que permite a concessão extraordinária de garantias à banca até 20 mil milhões de euros não é "para ajudar a banca", mas sim para "servir a economia e as famílias"."

in JN online, 18-10-2008



Dias da Cunha é uma sina...



"O presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, lamentou que Dias da Cunha, seu antecessor na liderança do clube lisboeta, seja "uma sina" com a qual tem de viver.


Dias da Cunha disse que Soares Franco era "mentiroso" e não tinha respeito pelo Sporting, numa recente entrevista à SIC, depois de o actual presidente "leonino" ter denunciado que, em 2005, encontrara o clube em péssima situação financeira.


"Tenho de viver com essa sina e vou viver com essa sina", lamentou Filipe Soares Franco, de visita ao Portugal Masters em golfe, em Vilamoura."


in JN online, 18-10-2008

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

As novidades de Vasco Pulido Valente...


"Ontem pelo mundo inteiro as bolsas caíram."
Público online, 17-10-2008

Jovem denuncia violador ao ver filme na escola...

"A exibição do filme "O crime do padre Amaro" motivou a confissão. "Ana" (nome fictício), contou à professora que há muitos anos era abusada sexualmente por um familiar. O homem foi detido pela PJ e está em prisão preventiva.

Era ainda uma criança quando começou a ser abusada. O homem, seu familiar próximo, é emigrante na Alemanha e quando regressava de férias à terra natal encontrava-se com a menina.

"Ana" não se terá apercebido muito bem o que lhe estava acontecer. À medida que foi crescendo ter-se-á interrogado sobre a situação e achou mesmo que não era normal. Um dia, encheu-se de coragem e contou aos pais. Ninguém acreditou na história e o assunto "morreu" em casa.

Há poucos dias, numa aula de "Educação Cívica", disciplina dedicada à discussão de problemas actuais dos jovens, a professora, que é também directora de turma, passou o filme "O crime do padre Amaro". A ideia era falar sobre abusos. A cena de violação de uma jovem, protagonizada por Soraia Chaves (ver caixa) e Nuno Melo foi mais do que o que Ana conseguiu suportar.

Finalmente, terá tomado consciência dos abusos que sofria há anos e desatou num pranto em plena sala de aula.

"A jovem percebeu que o que lhe estava a acontecer não era normal e decidiu contar à professora o que se estava a passar", disse, ao JN, fonte policial, revelando que a menina "estava com medo que o abuso voltasse a acontecer, uma vez que o familiar se encontrava de férias em Portugal". A professora ouviu a história de "Ana" e alertou a Polícia.

O homem, de 43 anos, foi detido pelos inspectores da Polícia Judiciária de Leiria e acabou por confessar "os abusos sexuais sobre a vítima, desde a sua tenra idade".

Foi presente ao juiz de instrução criminal do Tribunal da Comarca de Abrantes, tendo-lhe sido aplicada a medida de coacção mais gravosa, a prisão preventiva. Está agora no Estabelecimento Prisional de Torres Novas a aguardar o julgamento.

Deste homem pouco foi revelado. É jardineiro, não tem filhos, vive maritalmente com uma mulher no estrangeiro. Regressava de férias a Portugal, pelo menos uma vez por ano.

"Ana" continua na escola e recebe apoio psicológico. Apenas a professora sabe do caso. A família, com alguns problemas sociais, está incrédula e tenta perceber ainda como tudo aconteceu. "

in JN online, 17-10-2008

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

«É preciso apanhar o rato enquanto come o queijo», diz Maria José Morgado...


"A magistrada Maria José Morgado defendeu hoje que, em matéria de combate à corrupção, é «preciso apanhar o rato enquanto come o queijo», pois andar à procura de um «rato» que «comeu o queijo há 10 ou há cinco anos» pode ser uma perda de tempo."
in SOL online, 16-10-2008

Administração Bush autorizou tortura da água sobre suspeitos de terrorismo...

"O jornal «Washington Post» escreve que a Administração Bush autorizou por escrito todos os métodos de interrogatório por parte da CIA sobre suspeitos de terrorismo, em 2003 e 2004, incluindo a tortura da água, conhecida nos Estados Unidos como «waterboarding». O ex-director da CIA George Tenet, que insistiu para que a Casa Branca assinasse a autorização, afirmou no ano passado, no programa da CBS «60 Minutos», que a agência a que presidia não tortura pessoas em situação alguma."

in Público online, 16-10-2008

Veja o video, aqui: http://www.publico.clix.pt/videos/?v=20081016151451&z=1

Bon Jovi não quer que McCain use a suas músicas...


"Jon Bon Jovi engrossou a lista de artistas que não querem ouvir a sua música como banda sonora da campanha presidencial do republicano John McCain.

Segundo a agência Reuters, o músico ficou surpreso ao ouvir o tema "Who Says You Can't Go Home" ser usado nos comícios da candidata republicana à vice-presidência Sarah Palin.

Não é o primeiro caso de um artista que se queixa de ter uma música sua utilizada na campanha dos republicanos sem autorização prévia.

A banda de rock Heart enviou uma carta à campanha republicana solicitando que a canção "Barracuda" não fosse usada em comícios.

Em Agosto, Jackson Browne processou McCain, o Comité Nacional Republicano e o Partido Republicano de Ohio, acusando-os de usar seu êxito "Running on Empty" num anúncio de campanha sem a sua permissão.

Jon Bon Jovi organizou um jantar de angariação de fundos para o candidato democrata Barack Obama em sua casa, em Nova Jersey, em Setembro."
in JN online, 16-10-2008

Regressou a corrupção "à moda de Al Capone"...


"Cândida Almeida, directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, alertou para o regresso da corrupção "à moda de Al Capone" e diz que "faltou coragem" na reforma penal para a combater.

A responsável do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) recordou as "prendas" dadas pelo gangster americano aos agentes da autoridade, para os ter do seu lado, num seminário organizado pelo Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, em Castelo Branco.

"Em 2000 conseguimos a criminalização das 'prendas', mas a moldura penal é ridícula: prisão de dois anos ou multa de 240 dias. Ou seja, com um prazo de prescrição até 5 anos", referiu.

"Na era da globalização, volta a estar na moda o processo de actuação de Al Capone, que não pedia, nem prometia ou dava vantagens. Disponibilizava generosas avenças mensais para todos os agentes de que dependia a sua vida criminosa e não lhes pedia nada. No momento certo, o polícia não via, o juiz absolvia, o director-geral absolvia o pedido", salientou Cândida Almeida.

Olhando à moldura actual, disse que "se fossem recolhidas provas contra o agente corrupto, este podia ser condenado apenas em multa, porque não se provou ter praticado qualquer acto ilícito: eram apenas prendas por questão de simpatia".

"Aqui sim, a reforma penal deveria revestir um acto de coragem demonstrativo da vontade de lutar contra este tipo de criminalidade, mas nada se passou. Ficou tudo como dantes", destacou a directora do DCIAP."
in JN online, 16-10-2008

Soneto do Amor Total...



Amo-te tanto, meu amor...não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
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Amo-te afim de um calmo amor prestante
E te amo além, presente da saudade
Amo-te enfim com grande liberdade
Dentro da eternidade a cada instante.
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Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
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E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia, no teu corpo, de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
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Vinícius de Moraes
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Manuela Ferreira Leite, presa por estar calada e presa por falar...

"Manuela Ferreira Leite falou e logo havia de ser para manifestar o apoio do PSD a medidas do Governo do PS."

João Paulo Guerra, "Diário Económico", 15 de Outubro de 2008, reproduzido pelo Público online.

Tocou banjo enquanto era operado ao cérebro...

"Um músico veterano tocou banjo durante uma operação ao cérebro. Os médicos pretendiam saber a razão dos tremores nas mãos e convidaram Eddie Adcock a tocar enquanto estava a ser operado, de crânio aberto.

Os médicos deram uma anestesia local ao paciente, para perceberem o efeito da cirurgia, enquanto lhe mexiam no cérebro. A operação foi filmada pelos médicos do Hspital Universitário de Nashville, perto da terra natal deste virtuoso do banjo.

Eddie Adcock é conhecido pelo estilo vivo e contagiante, mas temia não poder continuar a tocar, devido às tremuras manuais que o afectavam.

As tremuras são, agora, controladas por um "pacemaker", implantado no peito do músico. O aparelho liberta um choque eléctrico que interfere com a parte do cérebro afectada.

"Foi muito arriscado, mas tocar é tudo para mim. Passei por um Inferno, mas seria insuportável ter de deixar de tocar banjo", disse Eddie Adcock, citado por vários média internacionais.

"Tinha a certeza de que ele seria capaz de controlar as tremuras. Conseguir repor a destreza ao nível anterior é que era verdadeiramente difícil", disse Joseph Neimat, um dos cirurgiões de serviço."

in JN online, 15-10-2008

Veja o video:

Jornalista brasileiro Murillo António de Carvalho vence Prémio Leya...



"Surpresa. Dos oito livros finais que sobraram dos 448 concorrentes, seis eram brasileiros e dois portugueses. O grande vencedor é um desconhecido em Portugal. Jornalista brasileiro, Murillo António de Carvalho é um viajante e anda quase sempre só, a filmar a terra e as suas gentes.

Jornalista brasileiro recebe cem mil euros.

"Ainda não sei bem o que vou fazer com tanto dinheiro. É de facto muito dinheiro. Penso que vou continuar viajando e financiar mais documentários. Trabalhar na Amazónia fica muito caro", revelou ao DN, por telefone, o brasileiro Murillo António de Carvalho, 60 anos, que acabara de saber ter vencido o prémio Leya, com a sua obra O Rastro do Jaguar.

Especialista em documentários para televisão, Murillo encontra-se neste momento na Amazónia a fazer um documentário para o canal brasileiro SBT "sobre alguns rios na Amazónia que estão vivendo as suas peculiaridades com a seca, onde também quero mostrar uma série de situações difíceis em que vivem índios e cabouclos", explica ao DN.

Com oito livros de reportagem publicados no Brasil e em França, assim como várias longas metragens, Murillo recebera nos anos 80 com Fronteiras das Almas o 1º Prémio do Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro.

O seu romance, que venceu entre 448 originais, fala sobre a guerra do Paraguai no século XIX, cuja trama passa por Portugal, Brasil, Argentina e Uruguai. Um jornalista português e um índio que é levado para a Europa em criança e regressa aos 50 anos, vindo a tornar-se num líder guerreiro guarani, são alguns dos personagens. "O livro não fala só dessa guerra, fala também de como esses índios concebem o universo e como vêem a guerra contra brancos e gaúchos", conclui o autor.

Votação secreta

A votação do júri foi secreta e nenhum dos seus membros sabia quem era o autor das obras que leu. Ontem, na conferência de imprensa, Isaías Gomes Teixeira, do grupo Leya, disse que a escolha dos seu membros fora "feita de acordo com a competência e carácter de cada um, porque o prémio tem de ser transparente". Entraram no júri Manuel Alegre , Nuno Júdice, José Seabra Pereira, Lourenço da Costa Rosário, Rita Chaves, Pepetela e Carlos Heitor Cony.

Para o júri, O Rastro do Jaguar "é obra de fôlego, que refigura uma vasta erudição, combina narrativa histórica e arte poética, elaboração wagneriana e aura profética, de forma a prender o interesse da leitura por uma saga onde se conjugam a busca individual de raízes e o destino ameríndio."

in DN online, 15-10-2008

OS LAÇOS RASGADOS - Baptista Bastos, hoje no DN...


"Passámos a vida a andar de um lado para o outro. A saída foi sempre determinada pelo sofrimento. E o sofrimento tem várias faces: a miséria, o desemprego, a repressão, a perseguição, a guerra, a ausência de futuro. Criámos um leito de nações e depusemos o espigão da língua um pouco por todo o mundo. E o Tejo, o claro e ledo Tejo de Camões, foi sempre um rio de partida; a chegada envolvia catástrofe: o regresso do que sobrava das caravelas, os caixões dos mortos, o retorno discreto dos estropiados do conflito colonial, a remigração dos que se não haviam adaptado a terras novas. O espelho poliédrico desta história atormentada reflecte algo de transgressivo. O Alpedrinha, que o Eça foi encontrar na Alexandria, é, afinal, um friso de rostos e de signos que formam Portugal. Se o português está em todo o lado, que saiba abrir os braços a quem dele precisa. Um livro, O Negro em Portugal, uma Presença Silenciosa, de José Ramos Tinhorão, revela, sem sorrisos ortopédicos, o que admitimos e o que rejeitámos. E não nos temos portado muito bem. Também muito bem não temos sido tratados. Os bidonvilles dos arrabaldes parisienses não são exemplos únicos. Areámos os metais aos suíços, afagámos os tornos nos acelerados terminais de produção da Alemanha, limpámos a neve em Nova Iorque, abrimos os secos e molhados no Rio de Janeiro, asseámos o sujo em todos os países que precisassem de mão-de-obra barata.
A imagem devolvida desse imenso tropel de aflição está simbolizada no título "Queremos ficar, ajudar o País e trazer a nossa família", impresso na página 9 do DN de anteontem. É o dramático apelo de um imigrante paquistanês, indocumentado, durante a marcha, em Lisboa, contra a sinistra "política de retorno" da União Europeia. Poderia muito bem ser o grito de um português imigrado em Paris, em Berlim, em Basileia. O indocumentado é um clandestino acossado pela própria sombra: assustado, submisso; a transposição da dignidade numa decomposição sem metáforas. E o carácter da xenofobia associa-se a essa pavorosa moral da servidão, que transforma a antiga vítima num inclemente algoz. A Europa social nunca, realmente, o foi, nem mesmo no vendaval de esperança que a assolou, logo após a II Grande Guerra. E a União é uma parábola de mentiras, embrulhada num sudário de palavras que já não convencem ninguém. Explora oito milhões de indocumentados, criando, entre os imigrados, o terror comum a todos os animais, que reagem violentamente porque apavorados. A Europa está cada vez mais laminada pela selvajaria de uma condição nocturna e tirânica, que se abateu sobre a ideia de democracia e civilização. E os políticos são os primeiros hipnotizados pelo que dizem e pelo que, sabendo-o, recusam desocultar a verdade. Creio que os laços estão definitivamente rasgados."
in Diário de Notícias online, 15-10-2008

Racismo...(e-mail que recebi do Brasil).


"A seguinte cena aconteceu em um vôo da British Airways entre Johannesburgo (África do Sul) e Londres.

Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe econômica e viu que estava ao lado de um passageiro negro.

Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.
- Qual o problema, senhora? perguntou a comissária.
- Não está vendo? - respondeu a senhora
- vocês me colocaram ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra cadeira.
- Por favor, acalme-se - disse a aeromoça - infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível.
A comissária se afasta e volta alguns minutos depois.
- Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe econômica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar nem mesmo na classe executiva.Temos apenas um lugar na primeira classe.
E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:
- Veja, é incomum que a nossa companhia permita à um passageiro da classe econômica se assentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável.
E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:
- Portanto, senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe...
E todos os passageiros próximos, que, estupefatos, assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé."


'O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.'
Martin Luther King

terça-feira, 14 de outubro de 2008

O sonho do major Valentim...

"O principal objectivo [do major] era demonstrar ao partido e ao país que tinha poder e capacidade política para ir a umas presidenciais."

Nuno Santos, antigo assessor do presidente da Câmara de Gondomar, a revelação de que Valentim Loureiro ponderou candidatar-se nas últimas eleições à Presidência da República, depois de ter entrado em ruptura com o então líder do PSD Marques Mendes, é avançada no livro A Varinha Mágica do Major. TSF, 14/10/2008, reproduzido pelo Expresso online.

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"Horta do Zorate" é um blogue pessoal, editado por Alberto João (Catujaleno), cidadão do mundo, fazedor desencostado, em auto-construção há 58 anos.