terça-feira, 2 de fevereiro de 2021
sábado, 23 de janeiro de 2021
13 anos
terça-feira, 22 de dezembro de 2020
JOSÉ RÉGIO DEIXOU-NOS HÁ 51 ANOS
A 22 de dezembro de 1969, morre, em Vila do Conde, o escritor português José Régio, pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira.
Régio abordou diversas formas literárias: a poesia, o texto dramático e a ficção em prosa. Escreveu, ainda, Correspondência, Ensaios, Críticas e História da Literatura.
Em 1926, publica o seus primeiros textos poéticos: Poemas de Deus e do Diabo.
A sua obra Benilde ou a virgem-mãe estreia a 15 de novembro de 1947, no Teatro Nacional, em Lisboa, encenada por Amélia Rey-Colaço. Em 1975, Manoel de Oliveira haveria de realizar um filme baseado neste drama.
Na ficção, poderemos salientar Davam grandes passeios aos domingos(1941), considerada uma das suas obras mais relevantes.
Em 1965, Amália Rodrigues grava um LP que receberia o nome da composição de abertura: Fado português, da autoria de José Régio.
Em conjunto com Branquinho da Fonseca e João Gaspar Simões, funda, em 1927, a revista Presença, que viria a ser publicada, de forma irregular, durante treze anos. Esta revista impulsionaria o segundo modernismo português.
Régio escreveu em praticamente todos os jornais e revistas importantes da sua época, sendo digna de relevo a sua participação na Seara Nova.
Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
segunda-feira, 21 de dezembro de 2020
Solstício de Inverno 2020 em Portugal
junho acontece o solstício de verão, e no dia 21 ou 22 de dezembro ocorre o solstício de inverno.
segunda-feira, 12 de outubro de 2020
Ribeiro Santos foi assassinado pela PIDE há 48 anos
A sua morte pesou enormemente no movimento estudantil e revolucionário daquela época, mobilizou um grande número de pessoas até então não despertas para a luta política e o seu funeral transformou-se numa grande batalha contra o fascismo e contra a guerra colonial.
O exemplo político e o exemplo do carácter pessoal de Ribeiro Santos perduraram durante décadas e, apesar das actuais tentativas para os diluir ou mistificar, continuam bem fundas no coração dos revolucionários e antifascistas portugueses.
quinta-feira, 24 de setembro de 2020
GRIPE ESPANHOLA - EM MEMÓRIA DOS MEUS AVÓS MANUEL JOÃO E ELVIRA DOS ANJOS
A gripe espanhola, também conhecida
como gripe de 1918,
foi uma vasta e mortal pandemia do
vírus influenza.
De janeiro
de 1918 a dezembro de 1920, infetou cerca de 500 milhões de pessoas, um quarto
da população mundial na época.
Estima-se
que o número de mortos esteja entre os 50 milhões e os 100 milhões, tornando-a
uma das pandemias mais mortais da história da
humanidade.
A gripe
espanhola foi a primeira de duas pandemias causadas pelo influenza vírus H1N1, sendo
a segunda ocorrida em 2009.
Durante a Primeira Guerra Mundial, os
países aliados frequentemente
chamaram a pandemia de "gripe espanhola."
Isso ocorreu
principalmente pois a pandemia recebeu maior atenção da imprensa em Espanha do
que no resto do mundo, uma vez que o país não estava envolvido na guerra e não
havia censura.
Em Espanha,
recebeu o nome de "gripe francesa."
Em Portugal é mais conhecida como "gripe pneumónica" ou simplesmente "a
pneumónica".
Em Espanha
teve um dos piores surtos iniciais da doença, e autoridades de saúde do país chamaram
a pandemia de "apenas gripe" ou "a gripe", de modo a evitar
o pânico entre a população.
Embora os
cientistas não saibam ao certo a origem da pandemia, é improvável que tenha
iniciado na Espanha.
A maioria dos surtos de gripe mata desproporcionalmente os mais jovens e os mais velhos, com uma taxa de sobrevivência mais alta entre os dois, mas a pandemia de gripe espanhola resultou numa taxa de mortalidade acima do esperado para adultos jovens.
Os cientistas deram várias explicações
possíveis para esta alta taxa de mortalidade de 2 a 3%.
Algumas
análises mostraram que o vírus foi particularmente mortal por desencadear
uma tempestade de citocinas que
destrói o sistema imunológico mais
forte de adultos jovens.
Por outro
lado, uma análise de 2007 de revistas médicas do período da pandemia descobriu
que a infecção viral não era mais agressiva que as estirpes anteriores de influenza.
Em vez
disso, asseveraram que a desnutrição,
falta de higiene e os acampamentos médicos e hospitais superlotados promoveram
uma superinfeção bacteriana,
responsável pela alta mortalidade.
Em Portugal,
terão morrido com a "gripe espanhola" cerca de 120 mil pessoas.
Os meus avós
paternos Manuel João e Elvira dos Anjos, residentes na aldeia de Asnela,
freguesia de Vilares, concelho de Murça, foram dois dos portugueses que não
resistiram a esta "gripe pneumónica".
Por isso,
curvo-me humildemente perante as suas memórias.
terça-feira, 22 de setembro de 2020
HOJE COMEÇA O OUTONO 2020 EM PORTUGAL
Hoje, terça-feira, 22 de setembro de 2020, ocorre o Equinócio do Outono, precisamente às 14h31.
O Equinócio do Outono é o nome que se utiliza na astronomia para o fenómeno que marca o final do Verão e chegada da nova estação, o Outono.
O Equinócio de Outono assinala o instante em que o sol, tal como o vemos a partir da Terra, cruza o plano do equador celeste, o que se verifica em Setembro no hemisfério norte (Portugal, por exemplo) e em Março no hemisfério sul (Brasil, como exemplo).
O Outono do hemisfério norte é o "Outono Boreal" enquanto o Outono do hemisfério sul chama-se "Outono Austral".
O Outono de 2020 termina às 10h02 do dia 21 de Dezembro, dando lugar ao Inverno.
Votos de um Outono 2020 (para os leitores que estão no hemisfério norte) e uma Primavera 2020 (para os leitores que estão no hemisfério sul) com muitos momentos Felizes! ![]()
Bom dia! ![]()
Localizador, desde 2010:
Acerca de mim
- Alberto João
- "Horta do Zorate" é o blogue pessoal de Alberto João (Catujaleno), cidadão do mundo em autoconstrução desde 1958.









