
"Cavaco Silva vetou o novo regime do divórcio (que acaba com o divórcio litigioso), prevendo "consequências graves" caso seja posto em prática. Essas consequências teriam a ver, para o PR, com "a desprotecção do cônjuge que se encontre numa situação mais fraca" ou "mais débil" - que para o presidente é "em regra a mulher". Para começo de conversa, portanto, o veto presidencial informa que as mulheres são fracas e débeis. E que, "em regra", quem se quer divorciar são os homens.
...
Na verdade, o veto à nova lei do divórcio é tão simplificador e atém-se tão pouco à lei recusada que mais parece um veto à ideia de divórcio. No país da Europa onde o número de divórcios mais tem aumentado, é uma espécie de divórcio da realidade. E do país."
in Diário de Notícias online, 22-8-2008
1 comentário:
Sempre interessante quando um qq tópico permite uma análise bipolar: neste caso, em que o discurso que poderia estar a "proteger" e salvaguardar os direitos do género que ainda é menosprezado no nosso país, pode-se analisar como um ataque ao género. gosto muito.
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