Destas mãos que falam, saem gritos d'alma, gemidos de dor, às vezes, letras com amor, pedaços da vida, por vezes sofrida, d'um quase iletrado escritor. Saem inquietações, também provocações, com sabor, a laranjas ou limões. Destas mãos que falam, saem letras perdidas, revoltas não contidas, contra opressões, das nossas vidas! (Alberto João)

terça-feira, 4 de junho de 2024

"O Bom, o Mau e o Vilão"



 

"O Bom, o Mau e o Vilão"
Clint Eastwood (Lourinho), Eli Wallach (Tuco) e Lee Van Cleef (Angel Eyes ou Sentença) durante as filmagens de "O Bom, o Mau e o Vilão" (Julho de 1966) de Sergio Leone.
A música é de Ennio Morricone.
Foi filmado em Itália, no Deserto de Tabernas (Almeria) e várias cenas no Vale de Mirandilla (Santo Domingo de Silos), no Mosteiro de San Pedro de Arlanza (Hortiguela) e no Caranzo em Burgos.
O Cemitério de Sad Hill do famoso duelo, foi construído por 250 soldados do Exército Espanhol sob o comando de Franco e tinha mais de 5.000 sepulturas...
A maioria eram jovens bascos que foram fazer a tropa em Burgos e de um dia para o outro disseram-lhes que tinham que ir participar num filme, fazendo de figurantes e construindo decorações como o cemitério; todas as manhãs eles se apresentavam no acampamento de Hortiguela e um Sargento do exército ordenou que se vestissem de unionistas e confederados.
Eles também tiveram que reconstruir a ponte, pois as duas primeiras detonações não foram boas para rodar: uma por preguiça e outra por ser feita antes do tempo.
Nessa época, o regime de Franco compreendia que estas produções internacionais contribuíam para dar uma imagem de abertura e por isso colocaram 2000 soldados à disposição de Sergio Leone.
A produtora oferecia entre 250 e 900 pesetas, uma fortuna comparada com as 96 pesetas do salário mínimo em 1966.
A quantidade dependia tanto da posição do militar quanto da função a desempenhar, houve um que estava nu numa banheira e o fizeram ficar o dia todo lá, mas por esse sacrifício pagaram-lhe uma boa quantia.
Curiosidades:
O filme é o terceiro da chamada 'Trilogia do Dólar', que começou com 'Por um punhado de dólares' (1964) e continuou com 'A morte tinha um preço' (1965).
Todas elas são protagonizadas por um Clint Eastwood que não fumava.
Clint Eastwood odiava cigarros e passava um calvário sempre que tinha que dar uma passa.
Ele também usou o mesmo poncho nos três filmes sem lavá-lo sequer uma vez.
Lee Van Cleef quase acabou com o stock de álcool do catering e para controlar, o diretor mandou a sua filha e esposa vir dos EUA.
Bebia seis caixas de cerveja inteiras durante as filmagens.
Numa cena, Lee Van Cleef devia bater em Maria (Rada Rassimov).
No entanto, o ator recusou, pois não queria bater numa mulher.
Apesar de a atriz o encorajar, não conseguiu convencê-lo, e tiveram que usar um duplo.
Depois disso, o intérprete declarou: "Tenho muito poucos princípios na vida... um deles é que eu não dou pontapés em cachorros, e o outro é que eu não bato em mulheres".
No filme há algumas cenas míticas e, entre elas, está a do Eli Wallach tocando em tudo na loja de armas.
O ator sabia muito pouco sobre armas, então foi-lhe dada a liberdade de improvisar.
Praticamente tudo o que ele faz nessa cena é improvisação dele, o que causava essas caras de surpresa naturais do ator que interpretava o vendedor.
Há muitos elementos que fazem deste filme uma obra cinematográfica inesquecível.
Um deles é a trilha sonora de Ennio Morricone.
Mais especificamente, a peça musical central que, curiosamente, o compositor criou para se assemelhar ao som de um coiote uivando.
Clinton Eastwood é o único que ainda é vivo e fez há 2 dias (31/05/2024) 94 anos.
Eli Wallach morreu em 2014, Lee Van Cleef e Sergio Leone morreram ambos em 1989.

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"Horta do Zorate" é o blogue pessoal de Alberto João (Catujaleno), cidadão do mundo em autoconstrução desde 1958.